sábado, 28 de maio de 2016

Intimidade com Deus: aprendendo a desfrutar de Sua Presença - Salmo 25.14

Ser íntimo de alguém ou algo requer tempo e esforço. Tempo para conhecer e ser conhecido pelo que você realmente é, e esforço, porque é necessário estar aberto, tornar-se vulnerável revelando partes de sua vida vida que só você conhecia.
Intimidade é conhecer os anseios, os desejos e os segredos do coração. A intimidade nos transforma de dentro para fora, pois passamos a revelar aquilo que está escondido no coração. Assim é a intimidade com Deus, quanto mais próximo você estiver do Senhor, mais Ele irá revelar a sua aliança, e você passará a descobrir os segredos de Deus. 

"E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes. E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos." (Marcos 4.33,34)

Intimidade com Deus é como um tesouro escondido que precisa ser explorado. É preciso esforço, pois ela tem um preço: o preço da disposição de tempo (devocional, oração, louvor, meditação na Palavra...), de negar as coisas do mundo, de parar tudo para sentir e ouvir o que Deus tem para dizer.

"Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração." (Jeremias 29.13 - veja também: Sl 1.2; Pv 8.17; Lc 10.40-42)

Intimidade é investir tempo para estar com Deus, é para os que temem ao Senhor. O temor a Deus abre as portas de seu coração e você passa a conhecê-lo na sua intimidade.

"Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem." (Jó 42.5)

Na intimidade Deus é participante e livre para agir em todas as áreas de minha vida e em qualquer circunstância. 
  • Intimidade exige sacrifício: que área de sua vida você precisa se dedicar mais na sua busca à Deus? (Lc 9.23)
  • Intimidade é privilégio de poucos: até onde você está disposto a ir na sua busca à Deus? (Sl 145.18)
  • Intimidade é desafio: que obstáculos o tem impedido de buscar mais a Deus? (Is 55.6)
  • Intimidade é oferta: qual é o bem mais precioso que você tem para oferecer a Deus? (2 Cr 24.24)
  • Intimidade é anelar pela presença de Deus: na sua busca por Deus, o quanto você realmente tem desejado a sua Presença? (Sl 84.10)
Umas das representações que temos da intimidade é o anel que carregamos em nossa mão esquerda.
  • Ele é feito de ouro: símbolo da pureza e santidade;
  • Ele é circular, não tem começo e não tem fim: símbolo de fidelidade contínua;
  • Ele é colocado no dedo que se diz estar ligado ao coração: símbolo de entrega.
Quando você entender o significado do que é ser íntimo de Deus, você passará a receber dEle a revelação de sua aliança. Para fazer a obra, não basta apenas técnica, é preciso ter unção. Lembre-se: antes de fazer algo para Deus, você precisa ser uma pessoa de Deus. Então, você não fará mais as coisas para Deus, mas irá fazer as coisas com Deus.

"Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer." (João 15.15)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Graça, Abundante Graça - Romanos 5.20



  
Antes de começar, permita-me compartilhar uma história com vocês. Havia dois garotos que foram criados em casas muito diferentes. O primeiro cresceu numa casa de regime ditatorial, onde ele tinha de seguir as regras do pai que o tratava de maneira dura e ríspida. Recebia poucos atos de afeto do pai, desta forma, sua individualidade e aceitação estavam ligadas a sua capacidade de viver de acordo com as rígidas expectativas do pai. Ele era sempre avaliado por seu pai, e por mais que tentasse nunca conseguia superar suas expectativas que sempre pareciam altas demais. O garoto, então, cresceu e se tornou emocionalmente negativo e muito crítico em relação a si mesmo.O segundo foi criado num ambiente totalmente diferente. Seu pai sempre demonstrava e afirmava seu amor pelo filho por meio de abraços e palavras positivas, que permitiam que o menino soubesse que seu valor estava baseado em quem ele era e não no que fazia ou deixava de fazer. O pai tinha claras expectativas em relação ao filho e o incentivava a buscar sempre o melhor. Este menino cresceu de forma bastante positiva e com um profundo desejo de agradar o pai. Obviamente o primeiro filho detestava sua casa, sua família e não via a hora de sair dali, enquanto o segundo amava sua casa e achava que era o melhor lugar para se estar.
Os resultados das experiências desses dois filhos representam a diferença entre as igrejas que vivem debaixo da lei e as que vivem debaixo da graça. Quando o ministério da igreja local está baseado no cumprimento de regras e leis, muitas vezes duras de lidar, o crescimento espiritual é paralisado e a igreja torna-se um lugar desagradável de se viver. Mas quando a igreja ministra a graça de Deus em todas as suas formas, o ambiente se torna estimulante e revigorante e o crescimento espiritual é alimentado. Não podemos esquecer que o que torna o Cristianismo diferente de qualquer religião no mundo é o que conhecemos como Graça de Deus – favor imerecido. Qualquer outra religião na terra é baseada no que as pessoas precisam fazer para serem aceitas por Deus – é o que chamamos de salvação pelas obras. Nessas religiões a divindade só responde quando o adorador faz sacrifícios apropriados ou oferece, ou executa sacrifícios que lhes são aceitáveis.  Mas, a verdadeira fé em Cristo é edificada no fato de que, em Cristo, Deus tomou a iniciativa de nos salvar (Rm 5.1; Ef 2.1,5-9) Deus nos salvou não apenas sem a nossa ajuda, mas apesar de nosso pecado e rebelião contra Ele. (O exemplo de Israel – profeta Oséias – Os 11.1-4)
A definição básica de graça é, ela é tudo que Deus tem liberdade para fazer por nós baseado na obra de Cristo. O que torna a graça inacreditável é que jamais poderíamos obtê-la por nossos esforços, não poderíamos pagar por ela, e definitivamente não a merecemos. Não porque seja cara, mas apenas porque não custou nada para nós. A graça é e a demonstração da bondade de Deus e ela nunca termina, ela nos salva e continua a nos sustentar. (Rm 2.4; 2Pe 3.9) A igreja tem uma grande ministério e uma grande mensagem para entregar.
A manifestação da Graça (Rm 5.10): a graça de Deus já existia na eternidade, Deus sempre foi o Deus da graça. O próprio A.T. está cheio de histórias sobre a manifestação de sua graça sobre a humanidade: na criação do mundo, na queda do homem, na vida dos patriarcas (Abraão, Isaque, Jacó e José), na libertação do povo do Egito, na condução do povo no deserto, na conquista da Terra Prometida, na história do povo de Israel. O que acontece, é que antes da vinda de Cristo e do pecado ser tratado na cruz, sua graça estava como que escondida em mistério (Ef 3.1-9). A graça estava presente, mas não era visível. Em Cristo, Deus manifestou e revelou toda sua graça (Jo 1.14; Rm 5.15) A graça está incorporada na pessoa de Cristo, e a graça que Jesus trouxe na cruz leva salvação a todos os homens. Isso, no entanto, não significa que todos irão para o céu. A ideia é que Cristo pagou pelos pecados de toda humanidade, principalmente pela condenação que nos foi dada por meio de Adão. (Rm 5.12,14,17-20) A corrupção da humanidade gerada em Adão foi tratada em Cristo, de modo que, se alguém vai para o inferno, irá por causa de seu pecado e de sua recusa em aceitar o sacrifício de Cristo. As pessoas não se beneficiam do sacrifício de Jesus, porque rejeitam a sua salvação, e não porque sua obra é ineficaz. (Rm 2. 5-8)
Para aqueles que aceitam a graça de Deus na pessoa de Jesus, Deus abre um cofre espiritual, tornando disponíveis todos os recursos necessários para que possamos viver a nova vida que Ele nos dá. (2 Co 5.17; Ef 2.4-7; 2Pe 1.3,4) Devemos dar graças a Deus, que hoje já não vivemos sobre o regime da lei. A lei veio para instruir e ensinar as pessoas como deveriam viver para agradar a Deus, mas ela não providenciava o poder necessário para que que se pudesse cumpri-la, e existia penalidades gravíssimas para os que a desobedecessem. Assim, pela lei estávamos condenados, não porque ela seja ruim, mas sim porque nós somos profanos. (Rm 5.13,14; 7.13,14). A lei tinha uma norma: obedeça e você viverá, desobedeça e você morrerá. Agora, porém, em Cristo, podemos desfrutar da promessa feita a Abraão de sermos abençoados como povo, como filhos de Deus, por causa da graça que há sobre todo aquele que deposita sua fé em Jesus. (Rm 5.20,21; Rm 8.1) A graça não apenas nos redime, mas ela também nos transforma, ela nos ensina a dizer não para o pecado e sim para a justiça de Deus. Não podemos comprar a graça, ela é gratuita, mas isso não significa também que agora posso viver da maneira que quiser, a graça nos motiva a servir a Deus como resposta de sua grande salvação sobre nossas vidas. (Rm 6.19; Gl 5.1) Precisamos compreender a graça de Deus, ela não somente nos livra da lei e do pecado, mas traz em si a capacitação e o poder para que possamos preencher os padrões justos e perfeitos de Deus, ou seja, a graça faz com que as expectativas de Deus nos sejam possíveis. Enquanto a lei foi escrita em tábuas de pedra e trazia em si a condenação, a graça é escrita no coração e traz em si a redenção.
O mundo está acostumado a viver de regras, mas as regras sozinhas não podem transformar o coração. Se o seu coração está doente e sem cura, nenhum tipo de regra do tipo faça isso, ou faça aquilo irá ajudá-lo. Mas se você receber um novo coração, ninguém vai precisar dizer a você como manter este coração funcionando em seu corpo. Você agirá com gratidão pelo novo coração que recebeu como dádiva de alguém que o providenciou. Sua resposta a este relacionamento envolverá mais do que discursos ou regras, mas uma vida que fará tudo o que for necessário para agradar aquele que te chamou, perdoou, resgatou e salvou. Se você renunciar a esta graça você continuará a viver uma vida cristã derrotada, tentando lutar com suas próprias forças, mas se você se entregar e permitir que Deus faça a obra, você viverá uma vida cheia de lutas, dificuldades e desafios, mas na certeza de que Deus já te deu a vitória. A lei lhe diz o que fazer e lhe dá a penalidade se você não cumprir, condenando-o a morte. A graça diz que Deus o deixará livre para aceitar seus comandos de amor para o que Ele já fez por você e lhe dará poder para vencer. Por qual padrão você vai querer viver¿

Extraído do livro (Igreja Gloriosa - Tony Evans)