terça-feira, 26 de dezembro de 2023

O Som da Liberdade – o grito de inocentes em meio ao silêncio de uma sociedade corrompida pelo pecado (Gênesis 6.5)

O filme "O Som da Liberdade", estrelado por Jim Caviezel, nos transporta para uma história que aborda o tráfico de crianças. A partir dessa narrativa cinematográfica, quero levá-los a refletir sobre a profunda mensagem presente no texto de Gênesis 6.5, que nos alerta para a maldade que permeia a sociedade.

O filme "O Som da Liberdade" nos apresenta a história de um homem que, em meio à depravação e corrupção de uma sociedade opressora, encontra forças para lutar pela liberdade e justiça. Essa narrativa nos lembra que a depravação humana é uma realidade presente em todas as épocas e culturas. A maldade, a ganância e a falta de valores éticos têm afetado a sociedade de maneira profunda, resultando em injustiças e violações dos direitos humanos.

Gênesis 6.5 nos fala sobre a depravação humana e a maldade que permeia o coração humano. O versículo 5 está inserido no relato do dilúvio, onde Deus decide destruir a humanidade por causa de sua maldade e corrupção. A maldade e a corrupção eram tão generalizadas que todos os pensamentos e intenções do coração humano eram continuamente maus. Isso demonstra a total perversidade e afastamento de Deus por parte da humanidade. É importante reconhecer que todos nós, como seres humanos, somos propensos ao pecado e à maldade.

“Como está escrito: "Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer".[...] Todos pecaram e estão separados da glória de Deus (Romanos 3.10-12, 23).

A maldade descrita em Gênesis 6.5 nos lembra da necessidade de redenção e salvação. Somos incapazes de nos livrar de nossa própria depravação e precisamos da intervenção divina para sermos restaurados e reconciliados com Deus. No contexto de Gênesis, Deus teve de intervir para que a humanidade não se perdesse completamente, providenciando por meio de um homem (Noé e sua família), a salvação e a destruição de todos os que não se arrependeram e não se voltaram para Ele. Embora a depravação humana seja uma realidade, a história do dilúvio também nos mostra a graça e a misericórdia de Deus. Ele preservou Noé e sua família, oferecendo uma nova chance para a humanidade.

É neste contexto que pretendo explorar a relação entre essa depravação, o tráfico de crianças e a esperança encontrada no Evangelho de Cristo. Neste artigo, iremos analisar esses temas, buscando compreender as raízes da depravação humana, a realidade do tráfico de crianças e como o Evangelho oferece esperança e transformação.

O versículo 5 de Gênesis 6 revela que "o Senhor viu que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração". Essa passagem bíblica nos mostra que a depravação humana é uma realidade presente desde os primórdios da humanidade, ela está enraizada no coração humano, conforme nos diz o profeta Jeremias: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (Jr 17.9) A maldade, a corrupção e a falta de valores éticos e morais têm afetado a sociedade em todas as épocas e culturas.

Uma das manifestações mais cruéis da depravação humana é o tráfico de crianças. Milhares de crianças em todo o mundo são vítimas desse crime hediondo, sendo exploradas sexualmente, submetidas ao trabalho escravo, utilizadas em rituais religiosos ou até mesmo vendidas como mercadorias. Essas práticas desumanas revelam a total falta de empatia e respeito pela dignidade humana e a total depravação a que chega o ser humano no seu orgulho e vaidade.

Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se.” (Romanos 1.20-21)

Mas, apesar da depravação humana e da realidade do tráfico de crianças, o Evangelho de Cristo oferece esperança e transformação. Jesus Cristo veio ao mundo para trazer salvação e redenção a todos os seres humanos, incluindo aqueles que estão envolvidos nessas práticas abomináveis (por mais difícil que seja para nós crermos e aceitarmos isso). O Evangelho nos ensina sobre o amor de Deus, a importância da justiça e da compaixão, e nos chama a agir em prol daqueles que são oprimidos e explorados.

"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que tudo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16)

O Evangelho não apenas oferece esperança individual, mas também promove a transformação social. Através do poder do Espírito Santo, os seguidores de Cristo são capacitados a combater a depravação humana e a lutar contra o tráfico de crianças. Isso envolve a conscientização, a denúncia dessas práticas, o apoio às vítimas e a busca por soluções efetivas. Além disso, o Evangelho nos chama a promover a justiça, a igualdade e a dignidade de todas as pessoas, especialmente das crianças.

"Os filhos de Deus não estão à venda" (Jim Caviezel, interpretando Tim Ballard no Filme: O som da Liberdade).

Assim como no relato bíblico do dilúvio, onde Deus prometeu um novo começo para a humanidade, o Evangelho nos oferece a esperança de um futuro melhor. Através de Cristo, somos convidados a abandonar a depravação e a viver uma vida de amor, justiça e compaixão. Essa transformação pessoal e social é um testemunho vivo da esperança encontrada no Evangelho. O único preço pelos filhos de Deus já foi pago, quando Jesus deu seu último suspiro na cruz e disse: “Está Consumado”, literalmente ele estava dizendo, está pago!

O texto de Gênesis 6.5 nos alerta para a depravação humana e a maldade que permeiam a sociedade. Nesse contexto, o tráfico de crianças se destaca como uma das formas mais cruéis de violação dos direitos humanos. No entanto, o Evangelho de Cristo oferece esperança e transformação, chamando-nos a agir em prol da justiça e da dignidade de todas as pessoas, especialmente das crianças. Que possamos ser agentes de mudança, levando a mensagem do Evangelho e trabalhando para erradicar o tráfico de crianças, construindo assim um mundo mais justo e humano.

Devemos reconhecer nossa própria natureza pecaminosa, buscar a transformação pessoal que só pode ser encontrada em Cristo e trabalhar pela transformação da sociedade. Ao mesmo tempo, encontramos esperança na graça de Deus, confiando em Sua redenção e vivendo de acordo com Seus princípios. Que possamos ser conscientes de nossa condição humana, buscar a graça de Deus e viver uma vida que reflita Seu amor e justiça.

Links úteis:
https://ecpat.org/
https://polarisproject.org/
https://globalmarch.org/
https://visaomundial.org.br/

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Confie na Promessa e Fidelidade de Deus - Números 13 e 14

 

Números 13 e 14 contam a história dos espias enviados para explorar a terra prometida por Deus ao povo de Israel. Doze espias foram enviados, mas apenas Josué e Calebe demonstraram confiança na promessa de Deus. O restante dos espias expressou medo e desânimo, o que levou o povo a murmurar e duvidar de Deus. Como consequência, Deus pronunciou seu julgamento sobre aquela geração, condenando-os a vagar pelo deserto por quarenta anos, até que morresse essa geração, exceto Josué e Calebe, que demonstraram fé e confiança em Deus.

Nossa caminhada com Deus nem sempre é fácil. Enfrentamos desafios, obstáculos e momentos de incerteza e insegurança. Mas em meio a tudo isso, podemos encontrar força e esperança na promessa e fidelidade de Deus. A história dos espias em Números 13 e 14 nos ensina valiosas lições sobre confiar nas promessas de Deus e permanecer fiéis, mesmo quando as circunstâncias parecem desanimadoras.

·  Confie nas promessas de Deus (Nm 13.30; 14.6-9): Deus fez promessas maravilhosas para nossas vidas. Ele promete nos guiar, nos proteger e nos abençoar. Assim como Josué e Calebe confiaram nas promessas de Deus, mesmo diante de obstáculos aparentemente impossíveis, também devemos confiar em suas promessas. Ele é fiel e cumprirá o que prometeu, mesmo que as circunstâncias pareçam desafiadoras.

·       Não se deixe dominar pelo medo (Nm 13.27-29,33): O medo pode nos paralisar e nos impedir de avançar na direção que Deus nos chamou. Devemos lembrar que Deus está conosco e é maior do que qualquer obstáculo que possamos enfrentar. Em vez de nos deixarmos dominar pelo medo, devemos confiar em Deus e avançar com coragem, sabendo que Ele está conosco.

·       Evite a murmuração e a incredulidade (Nm 13.31-32; 14.2-4): A murmuração e a incredulidade entristecem o coração de Deus. Em vez de nos queixarmos e duvidarmos de suas promessas, devemos escolher confiar em Deus e expressar gratidão por suas bênçãos e fidelidade. Acreditar em Deus e em suas promessas nos ajuda a manter uma atitude de gratidão e confiança, mesmo em meio às dificuldades.

·       Não provoqueis a ira de Deus, mas confie na sua fidelidade (Nm 13.1; 14.11-12, 20-23, 28-33): Mesmo diante da desobediência e incredulidade do povo de Israel, Deus permaneceu fiel às suas promessas. Ele cumpriu sua promessa de levar o povo à terra prometida, embora tenha levado mais tempo do que o esperado. Podemos confiar que Deus é fiel e cumprirá suas promessas em nossas vidas, mesmo que os tempos de espera sejam difíceis. Sua fidelidade é inabalável.

·       Confie na liderança e promessa de Deus (Nm 14.34-38): Josué e Calebe foram exemplos de liderança fiel e confiante em Deus. Eles encorajaram o povo a confiar nas promessas de Deus e a avançar com coragem. Como líderes em nossas esferas de influência, devemos ser exemplos de fé e confiança em Deus, encorajando os outros a confiar nas promessas de Deus e a seguir adiante com coragem.

Conclusão: Em meio às incertezas da vida, podemos encontrar segurança e esperança na promessa e fidelidade de Deus. Ele é digno de nossa confiança e merece nossa fidelidade. Que possamos lembrar das lições dos espias em Números 13 e 14, confiando nas promessas de Deus, evitando a murmuração e a incredulidade, e sendo fiéis encorajando os outros a confiar em Deus. Que nossa confiança esteja firmada naquele que é fiel e cumprirá todas as suas promessas.

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

A Restauração e Renovação de Deus para o seu povo - Jeremias 2.11-13 e 18.1-10

Quando olhamos para a realidade das pessoas que deliberadamente vivem no pecado, vemos vidas que foram desviadas de seu propósito original. O pecado traz consigo uma série de consequências devastadoras para a vida da pessoa, tanto físicas quanto emocionais e espirituais. No entanto, a Palavra de Deus nos traz esperança e a promessa de restauração e renovação. Nesta devocional, vamos refletir sobre as mensagens de Jeremias 2.11-13 e 18.1-10, que nos encoraja e inspira em nossa luta contra o pecado.

1.    Reconhecendo a fonte da verdadeira satisfação (Jeremias 2.11-13):

o   O texto nos mostra que o povo de Israel abandonou a Deus, a Fonte de águas vivas, e buscou cisternas rotas, que não podiam reter água.

o   Da mesma forma, aqueles que vivem no pecado buscam uma satisfação passageira, que nunca pode preencher o seu vazio interior, por isso que elas continuam sedentas.

o   A mensagem é que a verdadeira satisfação só pode ser encontrada em Deus. Ele é a Fonte de vida e restauração (Is 55.1-3; 58.11; Jo 7.37-38; Ap 22.1,17)

2.    O convite à restauração e renovação (Jeremias 18.1-10):

o   Neste trecho, Jeremias é enviado a uma casa de oleiro para receber uma mensagem de Deus.

o   O oleiro molda e refaz o vaso que estava danificado, assim como Deus deseja fazer conosco.

o   Para os que vivem no pecado, essa mensagem é de esperança. Deus está pronto para nos moldar novamente, nos restaurar e nos renovar, quando há verdadeiro arrependimento.

o   Ele não desiste de nós, mesmo quando nos encontramos em situações difíceis. Ele nos convida a voltar para Ele e permitir que Ele nos transforme.

Aplicação:

1.    Reconheça a necessidade de buscar a verdadeira satisfação em Deus. O pecado nunca, jamais irá preencher o vazio interior que só Deus pode preencher.

2.    Aceite o convite de Deus para a restauração e renovação. Ele está pronto para moldar e transformar sua vida, trazendo cura e libertação.

3.    Busque ajuda e apoio. A jornada da restauração não precisa ser enfrentada sozinha. Procure a igreja e pessoas de confiança que possam caminhar ao seu lado.

4.    Mantenha-se firme na fé. A luta contra o pecado é uma batalha diária, mas com Deus ao seu lado, você pode encontrar força e esperança para superar os desafios.

5.    Não rejeite as oportunidades que Deus te dá: enquanto se é barro, pode-se ser moldado. Mas depois que o vaso seca, nada resta a não ser, ser jogado fora. Volte-se para Deus enquanto ainda é tempo, e há oportunidade de salvação, pois chegará o dia em que Deus irá deixar de ser o Salvador, para ser o Juiz que trará a sentença (Is 55.6).

Conclusão: O pecado não é o fim da história. Em Deus, há esperança de restauração e renovação. Ele nos convida a buscar a verdadeira satisfação Nele e a permitir que Ele nos molde novamente (Mt 11.28-30). Lembre-se de que Deus está lhe dando oportunidade para se arrepender (2Pe 3.8-9). Deus pronto para trazer cura e libertação. Confie Nele e busque-O de todo o seu coração (Jr 29.13) 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

A liberdade em Cristo e a vida no Espírito – Gálatas 5.1,16-25


A grande maioria das pessoas são escravas e nem se dão conta disso. Muitos pensam que por terem a liberdade de ir e vir, fazer suas escolhas cotidianas, são livres e podem fazer o que quiserem. Contudo, o que elas não percebem é que são escravas de suas próprias vontades e desejos. A ideia de liberdade que nos é apresentada pela Bíblia é a de poder fazer escolhas que glorifiquem a Deus. Só há duas formas de viver neste mundo, ou você está servindo a Deus e andando em obediência a sua Palavra, ou você faz as suas vontades e continua escravo do pecado (Jo 8.34; Rm 6.16; 2Pe 2.19). O pecado é um conceito mal compreendido em nosso mundo atual, pois tudo foi praticamente colocado na categoria de doenças, traumas e síndromes. Para tudo há uma resposta que olha apenas para o âmbito social e psicológico e não leva em consideração a questão espiritual. É preciso ter uma compreensão mais ampla e um olhar espiritual para compreender a escravidão do pecado e suas consequências em nossa vida. Precisamos de uma solução para o problema do pecado, e isso Deus já nos forneceu graciosamente através do sacrifício de Jesus (Jo 3.16; Rm 6.16; Jo 8.32,36). Na Bíblia Deus trata da causa dos problemas humanos e não apenas de seus sintomas. Deus fornece esperança real para uma mudança de vida para todos que estão presos no pecado. Não alcançamos nossa liberdade por nós mesmos. Não somos libertos por causa de nossa obediência à lei. Nossa liberdade foi uma obra de resgate realizada por Cristo (Gl 3.10-13). Foi ele quem nos arrancou do império das trevas. Foi ele quem quebrou nossos grilhões e despedaçou nossas cadeias. Em Cristo somos livres, verdadeiramente livres; mas, não para pecar, mas para cumprir a vontade de Deus. No entanto, precisamos vigiar para não nos sujeitarmos de novo a escravidão da qual Cristo veio para nos tirar.  Há pessoas que querem regular a liberdade apenas por regras exteriores (não faça isso, não faça aquilo), caindo assim, na armadilha do legalismo e privando as pessoas da verdadeira liberdade em Cristo. Porém, há aqueles que, em nome da liberdade, sacodem de si todo o jugo da lei e querem viver sem nenhum preceito ou limite, confundindo a liberdade em Cristo com a libertinagem da carne (Gl 5.13). A liberdade cristã não é uma licença para pecar, mas o poder para viver em novidade de vida (Rm 6.1-14). A verdadeira liberdade cristã se expressa no domínio, no serviço de amor ao próximo e na obediência à lei de Deus. Porém, isso só é possível quando se está vivendo uma vida controlada pelo Espírito Santo. Quando você crê em Jesus, o Espírito passa a habitar dentro de você, e é o Espírito que te capacita a viver para Cristo e a glorificá-lo. Fomos salvos da condenação e do poder do pecado, mas não ainda da presença do pecado. Precisamos sujeitar nossa vontade ao Espírito em vez de entregar o comando da nossa vida à nossa própria vontade. É o Espírito que nos põe em liberdade. Sujeitar-se as suas próprias vontades e dar vazão para as obras da carne (o que eu faço) em contraste com uma vida de submissão a Deus que gera o Fruto do Espírito (algo que é gerado e não produzido). O fruto do Espírito tem origem sobrenatural. Em Cristo nós encontramos a justificação (Rm 8.1), e no Espírito a santificação. O poder para a vida cristã é inteiramente no Espírito Santo, assim como o poder para ser salvo é inteiramente em Jesus Cristo. As obras da carne refletem os desejos pecaminosos de nosso coração, enquanto o Fruto do Espírito reflete o caráter de Jesus em nós. Somente os que entregaram sua vida a Cristo mediante a fé na sua obra na cruz é que podem viver uma vida de submissão ao Espírito, pois estes crucificaram a carne e seus desejos. E por ter uma nova vida em Jesus, também devem ter uma nova forma de viver (Rm 6.4). Os que tem sua vida em Jesus são guiados pelo Espírito (passivo) e andam pelo Espírito (ativo). É o Espírito quem guia, mas quem anda somos nós (Fp 2.12-13). Mas esse andar é mediante a fé em Cristo e no poder do Espírito que nos capacita a viver para a glória de Deus (Rm 8.5-11).

terça-feira, 21 de novembro de 2023

A realidade do céu e do inferno – Lucas 16.19-31

Ninguém que leve a Bíblia a sério e crê que ela é a Palavra de Deus, dúvida de que existe o céu e o inferno. Muitos dizem crer em Deus e acreditar na Bíblia, mas negam que o inferno existe, que na verdade o inferno é aqui, nesta terra. Durante seu ministério Jesus falou mais sobre o inferno do que o céu, uma advertência de que ele é real. O inferno não foi feito para o ser humano, mas para o diabo e seus anjos, contudo, todos que rejeitam a Deus e a mensagem do Evangelho, têm o mesmo destino que eles (Mt 25.41). Alguns dizem que Deus é amor e jamais mandaria alguém para o inferno (isso é verdade), Deus não manda ninguém para lá, mas dá a oportunidade para arrependimento (2Pe 3.10). No entanto, as pessoas por não tomarem sua decisão por Cristo, estão condenadas a irem para lá (Jo 3.18,36). A revelação do horror do inferno serve como um aviso aos pecadores sobre as consequências terríveis que os aguardam, com o objetivo de incentivá-los a se arrepender de seus pecados e aceitar a salvação oferecida por meio da fé em Cristo (Rm 10.9-10). A maioria das pessoas que preferem viver suas vidas longe de Deus esperando que na hora da morte irão fazer a escolha de ir para o céu, irão se surpreender quando virem que estarão no inferno. A verdade básica desta passagem é que a vida é mais do que simplesmente viver, e a morte é mais do que simplesmente morrer. A parábola está dividida em dois atos. O primeiro deles é o que acontece do lado de cá da sepultura (v.19-21). O segundo deles é o que acontece do lado de lá da sepultura (v.22-31). A questão colocada aqui por Jesus envolve uma pessoa tomada pela ganância, orgulho, avareza e egoísmo e outra sem nenhum recurso, na miséria e uma vida sofrida. Muitos podem viver intencionalmente se regalando esplendidamente (como o rico – mesmo que não possua riquezas terrenas) todos os dias e, então perto da morte, (como se soubessem o dia e a hora) se voltarão para Deus em arrependimento a fim de receberem a salvação. Isso é pensar que Deus é ingênuo e manipulável. De Deus não se zomba (Gl 6:7). As privações do mendigo e a suntuosa abastança do rico por fim terminaram de modo igual. Chegou o momento em que ambos morreram (Ec 2.20). Para o mendigo, a morte trouxe o fim de seu sofrimento terreno, e, para o rico, o começo do seu tormento eterno. A morte não respeita idade nem condição social. Mas, Jesus mostra que a sepultura não é o fim da existência. Uma vez que a pessoa tenha morrido, sua condição, seja de bem-aventurança ou de condenação, está fixada para sempre. Não existe uma segunda chance (Hb 9.27). Muitos podem pensar que por viverem no pecado e não serem castigado de imediato, estão livres da condenação (Rm 2.4). No entanto, a Bíblia aponta para um dia de julgamento, no qual todos prestarão contas por suas ações, palavras e pensamentos (2Co 5.10; Ap 20.11-15).

Por isso, o tempo, estipulado por Deus para a salvação é HOJE, o tempo para se arrepender é AGORA. Veja o que a Bíblia diz: “Pois Deus diz: "No tempo certo, eu o ouvi; no dia da salvação, eu lhe dei socorro". De fato, agora é o "tempo certo". Hoje é o dia da salvação!” (2Co 6:2).

Saiba que o inferno é um lugar de tormentos onde o fogo não se apaga e o verme não morre; é um lugar onde não há consolo, uma prisão eterna de dor e sofrimento, onde o pedido de socorro não é atendido; é um lugar de lembranças e oportunidades perdidas, longe da Presença gloriosa de Deus. De que lado você vai querer estar? Até quando você vai continuar adiando sua decisão por Cristo? Até quando vai viver como escravo do pecado e debaixo da condenação?

A confiança em Deus e sua Palavra é a condição para a salvação (Lc 16.31; Rm 10.17). A pessoa que escuta a Palavra de Deus, mas ainda espera por mais evidências para se converter ou esperando o momento da morte para se decidir, está enganando a si mesma e poderá morrer e acordar no inferno. Talvez você não goste de falar sobre o inferno. Contudo, pior do que ouvir sobre o inferno é ser lançado nele. Então, tome sua decisão, lembre-se: De fato, agora é o "tempo certo". Hoje é o dia da salvação!”

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Orgulho e Vaidade - até onde vai a ambição humana?

Dubai vista do Alto
A torre de Babel foi uma grande torre construída na região da Babilônia por volta do ano 2420 a.C, aproximadamente 130 anos após o dilúvio. A cidade de Babel foi a primeira cidade descrita na Bíblia após o dilúvio. A palavra babel, derivada da origem babel, quer dizer “portão de Deus”. Uma outra curiosidade a respeito da palavra babel é que, na raiz da derivação desta palavra, está balal, que quer dizer “confusão, misturar”. Ninrode foi o primeiro homem poderoso na terra (Gênesis 10:8), era bisneto de Noé. Ele, durante seu reinado, fundou várias cidades, entre elas, Babel. O mais provável é que, Babel, tenha sido a primeira base de governo de Ninrode, onde iniciou seu reinado. E, curiosamente, ele foi o primeiro líder político-religioso descrito na Bíblia, após o dilúvio.

Essa Torre revelou três pontos importantes sobre a humanidade após a queda:

  • Orgulho: “Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra” (Gênesis 11:4). Pensamento egoísta, apenas na glória própria;
  • Rebeldia: “…e não seremos espalhados pela face da terra” (Gênesis 11:4). O que o Senhor disse foi exatamente o oposto (Gênesis 1:28; Gênesis 9:1);
  • Idolatria: A torre de Babel, marcou o início da idolatria. Um detalhe interessante é que a astrologia teve início na Babilônia (cidade de Babel). Alguns templos ainda existem em Ur e Ereque, na região de Sinear. São de tijolos queimados, como os que foram usados na construção da torre de Babel (Gênesis 11:3). Portanto, idolatria também esteve presente desde os primórdios da civilização.

A história de Babel é um exemplo de que até mesmo um bom projeto – como o de erguer uma cidade – pode se tornar pecaminoso se for feito por motivações erradas. Era necessário desfazer a construção egoísta e idólatra que foi erguida no coração. “Babel representa um monumento ao desejo humano perene de construir o nosso próprio reino à parte de Deus”. A torre de Babel é um reflexo do orgulho construído pelo pecado humano. Um monumento que revelou o desejo por reconhecimento e glória para si, longe de Deus e dos seus bons conselhos.

A Babel dos dias modernos

Construído na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o Burj Khalifa tem impressionantes 828 metros de altura, superando em 320 metros o campeão anterior que fica em Taiwan. Tudo que se diz sobre essa estrutura gigantesca fica no superlativo. Além disso, é impossível pensar numa obra como esta sem correr o risco de se exaltar a capacidade do homem, que cada dia parece desconhecer limites para a sua ousadia. A torre de Dubai parece ser um tipo de reedição do espetáculo de Babel. Embora sejam sugeridos motivos plausíveis para a sua construção, como a busca para se atrair investimentos financeiros para a região e fomento do turismo, a torre de Dubai expõe a síndrome da altivez e da arrogância humana que motivou a construção da torre de Babel. O mesmo orgulho que inspirou os construtores de Babel parece ter infectado os construtores da torre de Dubai. O mesmo desejo prepotente de tornar célebres os seus nomes, tornar-se imortais, inesquecíveis, insuperáveis. A estratégia arrogante é a mesma; as justificativas se irmanam; é o complexo de superioridade humana gerando desafios às leis naturais, tendo não apenas o Céu como limite, mas Deus como concorrente. Babel foi apenas o começo das grandes obras erguidas para glorificar a capacidade humana. E a torre de Dubai é mais uma representação desse anseio arrogante. De acordo com os especialistas, o limite atual estabelecido para este tipo de construção é de 1, 2 quilômetro; mas a arrogância humana pode estender essa fronteira muito rapidamente. Porque o seu alvo continua a ser o mesmo de Babel: “Edifiquemos uma torre que chegue até aos céus” (Gn 11. 4).

Até onde vai a ambição humana?

Parece que o pessoal lá de Dubai realmente não cansa de “brincar” de Torre de Babel. A mais recente empreitada da cidade, que é conhecida pela sua megalomania e pelo calor insuportável, ao menos para os ocidentais, é o desenvolvimento de mais um projeto que alia ambição, poder, exibicionismo e muitos dirhams, um prédio de mais de 830 metros que deverá ficar pronto até 2020. O reinado do “Burj” tende a cair por terra, pois a empresa Emmar Properties já projetou um prédio maior, que ainda não possui um nome para chamar de seu, desenhado pelo famoso arquiteto neo-futurista espanhol Santiago Calatrava (profissional que idealizou o Museu do Amanhã, no Rio). A obra tem tudo para se tornar a maior sensação turística dos Emirados Árabes, com formas e desenho bem marcantes e traços inspirados em lírios e que lembram um minarete (torre de Mesquita), conferindo a autenticidade da cultura Islâmica.  

O projeto arquitetônico foi uma escolha pessoal do vice-presidente e primeiro-ministro do Emirados, o Xeique Mohammed bin Rashid Al Maktoum, em um concurso internacional, e tem como um dos objetivos ser um dos símbolos da Expo 2020, evento consagrado e que voltará as atrações de todo o mundo para Dubai daqui 4 anos. Dubai realmente se mostra forte e determinada quando o assunto é arquitetura arrojada e investimentos a fim de atrair cada vez mais turistas, porém é curioso que o novo “maior prédio do mundo” dos Emirados já nasça “ameaçado”, sendo que a Arábia Saudita anunciou para os próximos anos um arranha-céu com mais de 1000 metros de altura, a ser construído na cidade de Jeddah.

A história se repete

A história tem o hábito de repetir a si mesma. Não importa o quão avançado se torne o homem moderno, o mundo ainda parece cometer os mesmos erros do passado e deixar-se enganar pelas mesmas mentiras.

Quando o ser humano se coloca como "criador", ele faz com que qualquer coisa, moral ou imoral, se torne permissível.

A humanidade não aprendeu com os seus erros ao longo dos anos. O homem moderno continua tentando recriar a si mesmo e o mundo à sua volta, continua a dar ouvidos às mentiras da serpente. Com isso, ele não se torna nem um pouco diferente dos que pensavam, serem capazes de tomar o lugar de Deus, construindo uma torre para atingir os céus. A Torre de Babel é um lembrete de que, muitas vezes, nós nos afastamos do caminho que Deus quer que sigamos, e que precisamos estar atentos para não nos deixarmos levar pelo orgulho e pela vontade de sermos únicos, em vez de seguir a vontade de Deus.

 

Referências Bibliográficas:

https://gospellivre.com.br/torre-de-babel-e-o-desvio-de-proposito/

https://www.christianitytoday.com/ct/2023/may-web-only/torre-de-babel-genesis-orgulho-interpretacao-pt.html

https://padrepauloricardo.org/blog/a-torre-de-babel-e-o-desejo-de-tomar-o-lugar-de-deus

https://www.respostas.com.br/o-que-e-torre-de-babel/

https://creioeconfesso.blogspot.com/2010/02/torre-de-dubai-e-o-complexo-de-babel.html 

Salvação pela graça – Efésios 2.8-9

Diante do fato de que o ser humano em seu estado natural está perdido, morto em seus delitos e pecados, fica a pergunta: existe esperança, existe saída, existe outro caminho que possa nos conduzir para longe da morte? Sim, sim, sim.... A Bíblia nos revela que existe um caminho que pode nos conduzir a vida, a liberdade, a esperança. Sabendo que o salário (resultado inevitável) do pecado é a morte, ou seja, a separação de Deus e da eternidade com Ele. Existe o dom gratuito (favor imerecido) que nos foi concedido por meio de Cristo: a vida eterna. Essa vida eterna envolve a restauração da comunhão com Deus, perdão dos pecados e a promessa de uma vida plena e abundante na Presença de Deus. Em Cristo, Deus nos oferece salvação, contudo, somente pode desfrutar e ter a salvação àqueles que confiam em Jesus (Jo 1.12). Essa vida eterna não pode ser merecida ou alcançada por nossos próprios esforços, mas é um presente dado pela graça de Deus, reconhecer e aceitar este presente implica em viver uma vida de gratidão e obediência a Deus. Para receber este presente, é necessário que haja arrependimento de nossos pecados, confiando em Cristo como Senhor e Salvador. Se você quer andar com Cristo e seguir os seus passos, é preciso entrega e rendição de sua vida a Ele, e buscar viver em santidade, buscando agradar a Deus e refletir o seu amor e caráter em nossas vidas.

Deus na sua misericórdia, em vez de nos deixar em nosso estado de morte espiritual, providenciou o meio de termos vida com Ele. E é por meio da fé em Jesus que podemos ter essa vida, Ele é o único caminho. Quem tem sua vida em Cristo não é mais escravo do pecado, mas é chamado a viver em obediência a Deus. Não podemos nos orgulhar de nossas realizações diante de Deus, pois a salvação é um presente dado sem merecermos. Devemos abandonar nossa confiança em prática de boas obras ou justiça própria, que porventura pensemos ter. Não podemos nos salvar por esforços ou observâncias de práticas religiosas. Somos chamados e desafiados a confiar plenamente na graça de Deus em Cristo Jesus.

Quando fazemos isso, não vivemos para ganhar a salvação, mas vivemos a partir da gratidão pela salvação que recebemos. O relacionamento com Deus é baseado em confiança, entrega e obediência.

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Jesus, esse Nome tem poder pra salvar – Atos 4.9-12,18-20

Neste texto vemos a resposta de Pedro e João ao Sinédrio (STJ), depois de terem sido interrogados sobre a cura do coxo à entrada do templo. Nessa passagem, Pedro e João estavam cheios do Espírito Santo e, corajosamente, afirmaram que a cura aconteceu pelo nome de Jesus Cristo, a quem eles testemunhavam como o único Salvador e Mediador entre Deus e os homens (v.12).

Pedro e João se firmaram na autoridade do nome de Jesus, reconhecendo que não havia outro nome pelo qual a salvação pudesse ser encontrada. Eles enfatizaram que Jesus foi crucificado, mas ressuscitou dos mortos, apontando para a vitória sobre o pecado e a morte (v.10). Ao proclamarem essa verdade diante do Sinédrio, eles enfatizaram que Jesus é o alicerce primordial para a fé e a salvação, Jesus é o prometido por Deus de quem os profetas falaram (v.11).

A aplicação dessa passagem para nós é que devemos ter coragem de testemunhar sobre Jesus Cristo como o único caminho para Deus (Jo 14.6). Devemos reconhecer sua morte expiatória na cruz e sua ressurreição. Essa convicção nos capacita a enfrentar perseguições, oposições e desafios em nossa caminhada cristã. Devemos estar preparados para defender nossa fé e compartilhar a mensagem do evangelho, mesmo quando isso nos coloca em conflito ou em situações desconfortáveis.

Na continuação, em Atos 4:18-20, os apóstolos são advertidos pelo Sinédrio para não falarem nem ensinarem no nome de Jesus. No entanto, Pedro e João responderam: "Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos". Nessa resposta, vemos sua fidelidade em obedecer a Deus em vez dos mandamentos humanos.

Isto nos mostra a prioridade dada à obediência a Deus acima das restrições impostas pelas autoridades humanas (v.20). A aplicação para nós é que devemos estar dispostos a obedecer e pregar a Palavra de Deus, mesmo que isso nos leve a enfrentar oposição, perseguição ou proibições do mundo. Devemos permanecer fiéis ao Senhor, compartilhando a verdade do evangelho com amor e coragem, independentemente das circunstâncias.

E a mensagem que compartilhamos é que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. Ele é aquele que sempre existiu em toda a eternidade; foi enviado ao mundo na forma humana; realizou a plenitude da vontade de Deus; foi rejeitado pelo mundo; amou aqueles que O rejeitaram morrendo na cruz pelos pecadores arrependidos; por isso foi exaltado e teve o Seu nome engrandecido acima de todo nome (tanto na terra como nas regiões celestiais). Ele é aquele que, “embora sendo Deus, não considerou que ser igual a Deus   fosse algo a que devesse se apegar. Em vez disso, esvaziou a si mesmo; assumiu a posição de escravo e nasceu como ser humano. Quando veio em forma humana, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o elevou ao lugar de mais alta honra e lhe deu o nome que está acima de todos os nomes, para que, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua declare que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.”

Você reconhece que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, que se fez carne e habitou entre nós? Que deu sua vida para nos salvar e libertar de nossos pecados? Você reconhece sua autoridade e poder de te dar vida e vida eterna? Você está disposto, a servi-lo e proclamá-lo com ousadia mesmo diante de adversidades e perseguições? Você está disposto a entregar sua vida a Jesus e reconhecê-lo como seu Senhor e Salvador e viver uma nova vida que glorifique a Deus?

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Um novo coração – Ezequiel 36.24-27

No capítulo 36 de Ezequiel, podemos identificar três principais elementos: a desolação da terra de Israel, a promessa de restauração divina e o propósito de vindicar o nome do Senhor perante as nações. Esses elementos têm implicações significativas para nós.

Primeiramente, a desolação da terra de Israel é um reflexo dos efeitos do pecado e da rebelião do povo contra Deus. Isso nos lembra que as consequências de nossas ações têm impacto direto em nossa realidade. Portanto, o texto de Ezequiel 36 serve como um aviso e uma exortação para que reflitamos sobre as consequências de nossos comportamentos e escolhas.

Em segundo lugar, a promessa de restauração divina aponta para a graça e misericórdia de Deus. Mesmo quando as pessoas não merecem ou não são capazes de alcançar a restauração por seus próprios méritos, Deus intervém e restaura. Essa promessa nos traz esperança de que, mesmo em meio às adversidades, Deus pode nos renovar e nos oferecer um futuro melhor.

Além disso, o propósito de vindicar o nome do Senhor é relevante para os dias atuais, mostrando que Deus continua sendo o Soberano e o único verdadeiro Deus em meio a um mundo que muitas vezes questiona Sua existência e autoridade. A restauração divina não é apenas para o benefício do seu povo, mas também para que o nome de Deus seja reconhecido e glorificado por todas as nações.

Aplicando esses princípios para nós, podemos perceber que, assim como Israel experimentou desolação e restauração, também podemos enfrentar momentos de dificuldade e adversidades em nossa vida. No entanto, somos encorajados a confiar na fidelidade e no caráter restaurador de Deus. Ele é capaz de trazer renovação em meio ao caos e nos restaurar para um propósito maior, não apenas para o nosso benefício pessoal, mas também para sermos instrumentos de testemunho do amor e da graça de Deus perante as nações.

Neste texto há uma promessa que haveria de se cumprir para o povo de Israel, mas que para nós, ela já foi cumprida. Em uma conversa com uma pessoa que conhecia a Lei, Jesus revela que é necessário nascer de novo para entrar no Reino dos Céus. Isto significa receber um novo coração, um coração regenerado pela ação do Espírito Santo na vida daquele que crê em Jesus. Jesus levou sobre si, a culpa de nossos pecados, recebendo toda a ira de Deus que nos era merecida. Agora, por meio dEle, somos livres da condenação. Contudo, ainda lutamos contra o pecado, e o Espírito que habita o coração é que nos dá o poder para vencê-lo e não ser mais dominado por nossos desejos e vontades. Quando vivemos submissos a direção do Espírito Santo e em obediência a Palavra de Deus, seu Nome é glorificado. Somente Deus é capaz de nos restaurar e renovar nossa vida, mesmo quando não mereçamos. Devemos confiar em Sua fidelidade, aprender com as consequências de nossas ações e buscar viver de acordo com os princípios e propósitos de sua Palavra, para que, assim como Israel, possamos ser um testemunho vivo da glória de Deus no mundo. Receber um novo coração de Deus transforma nossa disposição interior para o pecado, numa busca de vida em santidade. Somente passando pelo "transplante" divino é possível sermos transformados pela renovação do nosso entendimento e entendermos qual a vontade de Deus para nossa vida. Não há dúvida que uma pessoa de coração transformado por Deus, muda em seus hábitos, em sua forma de viver, de estar, de pensar e até de falar. O seu prazer é outro, o seu alvo mudou e isso é o que a Bíblia chama de CONVERSÃO. Todos nós temos a oportunidade de mudar, mesmo que estas mudanças aparentem ser difíceis. Lembre-se difícil não é impossível. Deus pode todas as coisas, pois para Ele nada é impossível. Deixe que Deus mude seu coração e então sua vida será transformada.

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Batismo e a Nova Vida em Cristo - Romanos 6

                              Fonte:https://www.igrejapentecostalreformada.com.br/post/o-batismo-em-%C3%A1guas

Romanos 6 enfoca o relacionamento do crente com o pecado e a importância de viver uma vida santa. Os que creem em Jesus morreram para o pecado e foram ressuscitados para uma nova vida com Cristo. São libertos do poder do pecado e se tornam escravos da justiça. A mensagem de Romanos 6 é uma mensagem de liberdade, justiça e vida eterna para todos os que foram unidos a Cristo pela fé. Podemos dividir este texto em 3 partes:

  • (v.1-4): Como cristãos, nós morremos para o pecado quando nos identificamos com Cristo pela fé.
  • (v.5-11): Fomos libertos do domínio do pecado para viver uma vida de obediência a Deus.
  •  (v.12-14): Essa nova vida deve se tornar uma realidade contínua em nossa vida.

Quando alguém confia em Cristo, torna-se um com Ele, inclusive unindo-se à Sua morte. Isso significa que a morte de Jesus se torna a nossa morte. O batismo cristão traz à vida essas realidades espirituais, tornando-as evidentes e visíveis para nós. O batismo é utilizado como um símbolo poderoso para ilustrar a união espiritual do cristão com Jesus Cristo. O batismo expressa a fé e representa a nossa morte para o pecado e a nossa nova vida em Cristo. É um símbolo vivo de nossa identificação com Ele.

Uma vez tendo morrido e tendo sido ressuscitado com Cristo, o cristão deve viver uma nova vida. A velha natureza (Adão) foi crucificada com Cristo (Gl 2.20). Por isso, o cristão não é a mesma pessoa de antes de sua conversão; ele é uma nova criatura em Cristo. A ideia é que o cristão já não tem nenhuma imposição que o leve a pecar, ele agora, tem pela fé em Cristo e mediante o Espírito Santo que habita em seu coração a capacidade de dizer não para o pecado. Contudo, embora a mudança tenha ocorrido no reino espiritual, no reino físico é preciso, a submissão a direção do Espírito para vencer a velha natureza até que este corpo do pecado, seja revestido do corpo de glória em Cristo Jesus (Rm 15.45-49, 53—57; Gl 5.16-23).

A partir do momento em que o cristão morre com Cristo e é ressuscitado com Ele, somos exortados a considerarmo-nos mortos para o pecado. Embora antes da conversão tenhamos sido escravos do pecado, agora somos livres para resisti-lo. A influência do pecado ainda está presente e pode ser expresso no corpo mortal, o corpo que está sujeito à morte. A diferença é que o pecado não tem nenhum domínio sobre os que estão em Cristo.

A graça de Deus que faz com que o Espírito Santo passe a habitar no cristão torna possível a ele nascer de novo em Cristo. Assim, o cristão não deve pecar; ele pode resistir à tentação e fazer aquilo que é certo.

Quando nos submetemos ao batismo nas águas, estamos simbolicamente representando nossa morte para o pecado e nossa nova vida em Cristo. O ato de ser mergulhado na água e em seguida emergir simboliza o sepultamento e a ressurreição de Jesus.

Esse ato de batismo nas águas não tem o poder de nos salvar, mas é uma expressão externa de uma realidade espiritual interior (Jo 3.3,5). Ao sermos batizados, mostramos ao mundo que nossa antiga vida de pecado foi deixada para trás, e agora vivemos uma nova vida em Cristo.

O batismo nas águas, portanto, é um testemunho público de nossa fé e identificação com a morte e ressurreição de Jesus. Ele simboliza nossa união espiritual com Cristo e nosso compromisso de viver uma nova vida de acordo com os princípios do Reino de Deus.

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

A importância do tempo devocional – Josué 1.8

 

A hora devocional é o momento que você dedica para alimentar o seu espírito, o seu relacionamento com Deus. É um período reservado para reflexão, leitura, meditação, oração e estudo da Palavra. É importante que você tenha um local adequado e horário já estabelecido livre de distrações para este momento. É um hábito que precisa ser desenvolvido e que deve fazer parte de seu dia.

Isso deve fazer parte de sua disciplina espiritual. Muitos atletas dedicam-se intensamente aos seus treinos, pois sabem que isso irá se refletir na hora da competição. Quanto mais, treinados estiverem, mais preparados estarão física, emocional e até espiritualmente para alcançar seu objetivo.

Embora extremamente duro por certo tempo, todo atleta sabe que este treinamento rigoroso lhe dará uma vantagem competitiva. Atletas disciplinados não só passarão uma vez por esta provação cansativa e irritante, mas voltarão dia após dia para fazerem mais! Estarão prontos para toda competição, e terão sucesso.  Da mesma maneira que o competidor não pode ganhar sem disciplina física, não podemos ter sucesso em nossa jornada espiritual sem disciplina espiritual. Assim como Jesus, precisamos da prática da oração, solitude, leitura da Bíblia e jejum. Precisamos de comida para a alma.

Veja como Jesus enfrentou o diabo no momento da tentação:Jesus respondeu: "Está escrito: 'Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus'".

A prática da devocional é essencial para o seu crescimento espiritual. Como você pode dizer que ama a Deus e que Ele é sua prioridade, se nem mesmo, tem tirado tempo para estar com Ele? A Disciplina Espiritual da devocional pode levar você a ter intimidade com o Senhor. Veja o que Ele mesmo diz: “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração.” (Jr 29.13).

Na lida diária que temos hoje, com tantos afazeres e coisas assumindo prioridades, é muito fácil deixarmos de lado este tempo devocional com o Senhor em segundo plano como se fosse a coisa menos importante. Você precisa entender que ao invés de priorizar a agenda, é preciso agendar as prioridades.

A devocional não é apena um dever religioso, mas um ato de amor e busca de Deus. É um momento de encontro com o Criador, onde Ele se revela, veja o que diz o Salmo 25.14: “O Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e o leva a conhecer a sua aliança." A devocional é uma prática que. quando cultivada de forma regular e sincera, nos leva a experimentar o amor, a graça e a verdade de Deus em todas as áreas de nossa vida.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

O perigo da complacência - Filipenses 3.12-14

 “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

-Filipenses 3.14

 A complacência é inimiga mortal de todo crescimento espiritual.

-A. W. Tozer

A complacência na vida cristã, significa a satisfação e acomodação em uma situação atual sem procurar melhorar ou progredir, é algo prejudicial para o crescimento espiritual de uma pessoa.

Crescer espiritualmente envolve o desenvolvimento contínuo do seu relacionamento com Deus e a busca pelo propósito de vida e valores espirituais que Ele estabeleceu em sua Palavra. Porém, quando alguém se torna complacente, fica satisfeito em manter-se em uma zona de conforto e não procura crescer ou se aprofundar em seu relacionamento com Deus.

A complacência impede o progresso espiritual, pois leva à estagnação e impede a busca por conhecimento e transformação pessoal. Ela pode criar uma ilusão de segurança e contentamento, mas impede a pessoa de alcançar o propósito para o qual foi criado, e assim, passa a viver na mesmice de sempre, numa rotina sem sentido, e ficando cada dia mais vazio.

Para experimentar um crescimento espiritual significativo, é necessário estar disposto a sair da zona de conforto, buscar aprender cada dia mais, praticar a autodisciplina e enfrentar seus desafios internos. A complacência impede esse processo, pois faz com que a pessoa se acomode em uma mentalidade estática.

A complacência é considerada uma inimiga mortal do crescimento espiritual, pois impede o crescimento, aprofundamento de sua relação com Deus. Esteja alerta para evitar a complacência e buscar constantemente maneiras de crescer e se aprimorar no desempenho de seus dons e na sua busca por Deus.

Pode ser fácil cair na armadilha de se contentar com o status quo e evitar desafios, permanecendo numa zona de conforto. Mudar requer comprometimento com o que se busca. Se você está buscando uma vida mais significativa com Deus. Então você precisa começar com arrependimento e confissão de seus pecados, e o reconhecimento de quem é o Senhor de sua vida.

É preciso entender que ter intimidade com Deus, exige sacrifícios de nossos desejos e vontades, uma vida de oração constante, a prática diária da leitura da Bíblia, estudando, meditando e aplicando seus ensinos. Não deixe que a complacência domine sua vida, faça como Abraão: Saia da sua terra (comodidade), lute como Jacó até alcançar a benção e ter o caráter transformado (propósito). Trabalhe como José, que mesmo sendo escravo em terra estrangeira, deu o seu melhor (Diligência). Seja como Calebe e Josué e confie nas promessas de Deus (Confiança). Aja como Davi, e tenha um coração humilde e que sabe reconhecer seus erros (Humildade). Seja como Daniel, e não tenha medo da cova dos leões (Convicção).

Tenha seu olhar sempre fixo em Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, que por causa da alegria que o esperava, ele suportou a cruz sem se importar com a vergonha. Agora ele está sentado no lugar de honra à direita do trono de Deus. Pensem em toda a hostilidade que ele suportou dos pecadores; desse modo, vocês não ficarão cansados nem desanimados. Afinal, na sua luta contra o pecado você ainda não chegou a derramar sangue.