segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Quando o amor vale o sacrifício - João 3:16 e 1Jo 3:16



Cada vez mais me espanto com os noticiários da mídia, que mostra a violência e a intolerância das pessoas diante de coisas fúteis, pelas quais nem vale a pena lutar. Pessoas tirando a vida de outras sem o mínimo de arrependimento, ou até mesmo sem um motivo que se possa justificar o ato – embora, nada justifica o fato de tirar a vida de outro. 

- o pai que matou os 5 filhos: WASHINGTON - Os corpos de cinco crianças, com idades entre 1 e 8 anos, foram encontrados na terça-feira em uma zona rural do estado americano do Alabama. O pai, Timothy Ray Jones, confessou o assassinato e mostrou às autoridades onde abandonou os corpos, segundo autoridades locais.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/americano-e-acusado-de-matar-os-cinco-filhos.html

- mulheres que abandonam crianças: Jovem de 23 anos trabalha de doméstica perto do local onde deixou bebê. Criança ainda com cordão umbilical foi achada sob lixeira no Lago Norte. - Brasília

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/08/policia-prende-mae-que-abandonou-bebe-em-caixa-de-papelao-em-brasilia.html

- Pessoas que matam por ciúmes: tio mata sobrinha por ciúmes, pois ela estava de casamento marcado.

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/09/tio-assume-ter-matado-sobrinha-que-estava-prestes-se-casar-no-parana.html

Diante de histórias como essas, é impossível não refletir sobre o valor que a vida humana tem em nossa sociedade. Cada vez mais, tenho visto a vida perder a disputa quando é colocada lado a lado com dinheiro, poder, prazer, bem-estar, reconhecimento ou outros elementos menos atrativos.  Talvez, para entender isto, se deva voltar a perguntar por que a vida humana deveria ter valor? O que deveria nos mover a preservá-la, a colocá-la em uma posição privilegiada de proteção. Por que a vida, mesmo de outra pessoa, deveria ser mais importante, por exemplo, do que meu próprio prazer? Para responder a essa pergunta, precisamos resgatar compreensão do que seja a vida humana. Como é cruel a perspectiva hedonista da vida, que pela satisfação disfarçada de necessidade não hesita em matar! Como é degradante o egoísmo que não enxerga o valor de uma vida recém nascida, mas a descarta como forma de encobrir seus próprios erros! Essas pessoas são apenas ícones representativos de nossa sociedade, imagens do que somos ou podemos vir a ser.  Há saída para o que estamos vivendo? Acredito que sim! Acredito que há uma saída e ela está no resgate do valor intrínseco da existência. Acredito que a vida como um todo, e a vida humana em especial, surgiu pela ação de um Criador.
A vida é um presente de grande valor. Sob a ótica da criação, é fácil entender isso. Deus doou parte de sua essência vital, soprou o fôlego da vida e nos presenteou com a existência.  O mundo que extirpou o Criador da mente, do coração e da alma das pessoas, sofre agora com o desaparecimento de valores que só fazem sentido a partir Dele. Por isso, o resgate da vida humana passa, sem alternativa, pela restituição ao seu Criador do lugar que lhe é devido. Compreenda que o valor da vida humana só vai ser plenamente reconhecido a partir da restauração dessa relação de amor e confiança com o Criador da vida.
Deus dá tanto valor a vida que permitiu que a vida de seu próprio Filho fosse tirada. O único meio de resgatar o verdadeiro valor que a vida tem, foi através do sacrifício de Jesus. Ler Mateus 24.12 – com o aumento da iniquidade, das injustiças, da intolerância, têm se formado uma “casca grossa” sobre a vida das pessoas que as deixam insensíveis ao sofrimento que possam causar ou ver alguém passando. No entanto, somos chamados a viver uma nova vida com Deus; uma vida que só passa a ter sentido quando você deixa de viver para si mesmo, e passa a viver para o outro. Você é resgatado deste mundo insensível, para que possa resgatar outras vidas. A sua vida só passa a ter valor quando você começa a viver para Deus e para o seu próximo. (Mateus 22.37-39; Lucas 9.24).
O coração de Deus é movido por compaixão. Os desafios da compaixão sempre serão maiores que nós. Precisamos decidir baixar as armas da ignorância, do medo, do preconceito e da resistência e levantar a bandeira da paz e do amor. (Rm 12.18-21; 13.8,10). Comece a fazer diferença neste mundo hostil, e busque levar a graça pela qual um dia você foi alcançado a todos aqueles que precisam dela. A essência de Deus é amor (1 Jo 4.8); este mesmo amor é dado a você para que você também possa amar. O amor não é definido pela forma como nos sentimos em relação aos outros, mas pela forma como agimos c/ eles. O amor tem relação direta com a forma como você escolhe agir e não com a forma como você se sente. O amor sempre supõe sacrifício e doação e só pode ser construído sobre o firme fundamento do compromisso e da perseverança. (1 Co 13.4-8ª). O amor é o firme fundamento para uma vida cristã autentica. O verdadeiro amor de Deus, só pode ser manifestado por aqueles que aceitaram e escolheram andar nos passos de Cristo que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos".(Mc 10.45).
É um amor incondicional que só está presente na vida daqueles que nasceram novamente em Cristo. Deus nos manda amar, quer gostemos ou não. Afinal suas preferências e gostos tem a ver com suas afinidades, enquanto o amor tem a ver com obediência. Então, decida amar, pois isso é o fruto do Espírito Santo em sua vida. Quando o amor se revela em sua vida, isso mostra um sinal de maturidade e crescimento espiritual. Lembre-se: sua vida é fruto do amor de Deus, portanto não a desperdice com coisas tolas e inúteis que nada acrescentam, mas busque conhecer o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos.

Para refletir: Quanto vale uma vida? Será que vale o sacrifício de minha vida?

Sugestão de Filme: TERRA SELVAGEM – conta a história de 5 missionários mortos por uma tribo selvagem que eles estavam buscando alcançar, suas mortes resultam em uma grande obra de Deus na vida desta tribo.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Vencendo as batalhas da Vida - Juízes 6.1-24

Você se considera uma pessoa medrosa? Em que circunstâncias você se sente acuado, com medo de agir? O medo está presente no dia a dia da maioria das pessoas. Existem vários níveis de medo, desde a noção de perigo diante de algum risco, até o complexo, pavor, fobia ou síndrome do pânico. O medo sempre é baseado num exagero ou numa mentira usada para aprisionar as pessoas. Por isso é preciso desmascarar estas mentiras com a verdade da Palavra de Deus, que liberta (João 8.32).
Alguns tipos de medo são:
     -Simples: medo de insetos, de chuva, do escuro, etc.;
     -Contextual: assaltos, acidente de trânsito, de uma doença, etc.;
     -Sentimental: decepção amorosa, lembranças do passado, do futuro, etc.;
     -Espiritual: da morte, de pessoas que já morreram, fantasmas, etc.;
O medo é algo natural ao ser vivo como senso de sobrevivência, mas não pode dominar a pessoa. Contudo, não nascemos com medo de coisas que não conhecemos. Na verdade, o medo é ensinado às crianças como uma forma de ameaça na tentativa de dominar seu comportamento. Por isso, o medo se torna uma doença que deve ser combatida e tratada antes que prejudique a pessoa.
O medo nos impede de alcançar as promessas de Deus sobre a nossa vida. A Bíblia diz que o amor lança fora todo medo (1Jo 4.18), e nesta mesma carta, também nos revela que Deus é amor. Portanto, para vencer o medo você precisa ter este amor derramado pelo Senhor sobre a sua vida.
Como vencer o medo diante de circunstâncias desfavoráveis:
A Bíblia nos relata a história de um homem que teve de enfrentar seus medos para se tornar o libertador de Israel, seu nome era Gideão. (Ler Jz  6. 1-24):
Entendendo o contexto: morte de Josué – sem um líder nacional – o povo se corrompeu – Deus permitia a opressão – clamor e arrependimento do povo – Deus levanta um juiz ou libertador – ciclo de Juízes.

1. Reconheça seus erros e arrependa-se de seus pecados diante de Deus (v.1):pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl 6.7). Nosso estado atual revela muito sobre a nossa história. O que somos hoje é devido ao que fizemos no passado. Nós somos os únicos que precisam ter um desejo de mudar e devemos aceitar a responsabilidade por nossas ações.  O que nós seremos amanhã será devido às decisões que tomamos a cada momento de cada dia. Nós podemos mudar se não gostamos do que somos hoje. Podemos nos dirigir a Cristo e Ele nos ajudará a fazer as mudanças necessárias se Ele é o Senhor e  Salvador de sua vida.

2. Reconheça que o fruto do pecado causa dor e sofrimento (v. 2-5): A Lei da semeadura regulamenta a liberdade Cristã, ninguém pode servir a si mesmo, viver regaladamente, esperando uma boa colheita. No cumprimento desta Lei exige-se obediência, com responsabilidade na vida. O desregramento na semeadura produzirá maus resultados, com tormentos. Temos que aprender a plantar bons frutos diante de Deus para que se possa colher frutos de alegria e felicidade. (Filipenses 4.8)

3. Reconheça que na sua Graça Deus tem promessas de vitória para aqueles que o buscam (v. 7-10; 12,14): diante de situações desesperadoras devemos buscar a Deus com todo o nosso coração, pois ele está sempre pronto a nos livrar. Deus renova suas misericórdias sobre as nossas vidas a cada manhã, e isto nos dá a cada dia uma nova oportunidade de mudar a história de nossas vidas.

4. Reconheça que diante da incapacidade humana é onde Deus atua e mostra seu poder (v. 15-16): talvez você já tenha tentado de tudo que estava ao seu alcance para fazer, já está até pensando em desistir; esse é o momento de você reconhecer e entregar tudo nas mãos de Deus e deixa-lo tomar conta da sua vida. (Isaías 41.10,13; Sl 121)

5. Reconheça que a verdadeira paz somente Deus pode dar (v.24): o mundo é cheio de dificuldades. Cada dia que passa fica mais difícil viver segundo os padrões que Deus estabeleceu para vivermos em santidade de vida e paz. No entanto, Jesus prometeu que nunca nos deixaria a sós, mas que nos daria a sua PAZ.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14.27)


Talvez você já esteja cansado de tanta dor e sofrimento, ou quem sabe já está pensando em desistir, “jogar a toalha”. Assim como o povo de Israel, você vive se escondendo em cavernas, com medo do que virá pela frente. Para vencer o medo é preciso entender que as nossas escolhas determinam o nosso futuro, reconhecendo que na maioria das vezes erramos, e, esses erros trás consigo consequências desastrosas sobre as nossas vidas. Por isso, é preciso arrepender-se e voltar-se para aquele que é Amor, e que ele quer dar este amor para você, pois este amor que vem de Deus lança fora todo medo, e finalmente você vai saber que diante da sua incapacidade Deus vai operar sinais e maravilhas trazendo sobre seu coração a paz que você tanto procura.