Imagine um mundo onde ninguém assume a culpa por nada: o aluno que perde o prazo do trabalho inventa um "Transtorno de Pressão de Tempo" (TPT) para justificar o atraso, em vez de dizer "errei, me desculpe". É isso que é chamado de corrosão da responsabilidade – a gente tá virando experts em fugir da culpa, transformando defeitos comuns em "doenças" com siglas chiques, tipo procrastinação ou timidez virando transtornos oficiais no DSM (o manual dos psiquiatras).
As grandes industrias farmacêuticas adoram isso! Timidez vira "Transtorno de Ansiedade Social" e vende remédios para transtorno de ansiedade. Procrastinação pode virar doença clínica. Daqui a pouco vão dizer que existe o "Transtorno do Vício do Transtorno" (TVT) – a mania de rotular todo erro como problema cerebral.
Em vez de "foi minha culpa", todo mundo grita "sou vítima!". Um cara multado por estacionar mal processa a prefeitura por "estresse emocional" e ganha a causa. Acidentes viram conspirações, nunca falha pessoal.
A pessoas exigem férias perfeitas, notas altas, promoções e parceiros ideais, mas não conseguem isso, e de quem é a culpa? Culpa do sistema, não delas. Dívidas aumentam porque as pessoas pensam "eu mereço esse estilo de vida agora", e assim gastam e fazem empréstimos, mas quem é que paga a conta, quando eu estou exercendo meu direito de ser feliz?
Ao longo do tempo, a sociedade passou a desacreditar na capacidade de escolha e na liberdade de decidir, apoiando ideias deterministas que dizem que nossas ações são influenciadas por genes, cérebro ou circunstâncias, e não por vontade própria. Alguns pensadores afirmam que somos produtos do acaso e da necessidade, sem responsabilidade pelos nossos atos, o que enfraquece a ideia de que podemos mudar ou melhorar.
Essa perda de responsabilidade gera problemas como culpar os outros por nossos erros, evitar assumir a culpa, e transferir a responsabilidade para fatores externos ou até forças ocultas. É comum também que as pessoas se vejam como vítimas, mesmo em situações difíceis, e que busquem justificar comportamentos errados com a desculpa de que “não podem evitar”.
Em 1Coríntio 9.24-25, o apóstolo Paulo compara a vida cristã a uma corrida, onde todos participam, mas só alguns ganham o prêmio. É preciso esforço, disciplina e controle, assim como um atleta que treina o corpo e a mente sem desculpas de genética ou transtornos.
Embora o temperamento leve para o egoísmo, o caráter cristão é construído pela graça de Deus. Paulo fala de "escravizar" o corpo, indicando que, com a ajuda do Espírito Santo, podemos fazer escolhas livres e vencer nossos impulsos, não por mérito humano, mas para a glória de Deus.
Portanto, ao invés de rotular-se como vítima, isso mostra uma falta de confissão e disciplina. Assim, pessoas podem experimentar liberdade verdadeira, vencendo obstáculos pela perseverança, como corredores que cruzam a linha de chegada. Devemos parar de arrumar desculpas para o nosso fracasso como se não fossemos responsáveis por eles.
Estudos de neurociência mostram que, apesar de nossas emoções e influências, podemos exercer controle sobre nossas ações. O cérebro é plástico, ou seja, podemos aprender a mudar nossos hábitos e atitudes, fortalecendo o caráter e a responsabilidade pessoal. Assim, mesmo com certos fatores que influenciam nosso comportamento, somos capazes de fazer escolhas conscientes e assumir as consequências, o que é fundamental para uma vida mais plena e ética.
A responsabilidade pessoal é essencial para o crescimento e a justiça. Acreditar que tudo acontece por acaso ou por força externa nos enfraquece e nos impede de crescer. É importante reconhecer nossos limites, mas também nossa capacidade de decidir e mudar, assumindo as consequências de nossas ações.
*(Extraído e adaptado do livro “A era da Loucura” - Michael Foley)*

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