terça-feira, 14 de julho de 2015

O Poder da Ressurreição - Dennis Downing (João 11.25,26)


Qual é o maior símbolo do cristianismo considerado pelas pessoas? Com toda certeza a Cruz. Todas as vezes que as pessoas olham para uma cruz, mesmo para aqueles que se consideram céticos em relação à fé, remetem sua lembrança ao Judeu nazareno que foi crucificado. No entanto, a cruz, que para nós hoje é símbolo de vitória, é na verdade um símbolo de derrota, desprezo, rejeição, o pior tipo de castigo que alguém poderia receber. Para o judeu, a cruz era símbolo de maldição. (Dt 21.22,23). Para os incrédulos é loucura, pois como pode alguém sendo morto sair vencedor (1 Co 1.18). Mas, o que essas pessoas não perceberam era que a cruz não era o fim, e sim o começo de uma nova vida. Ler Jo 11.25,26.

** Ilustração: Filipe e o Ovo da Páscoa
Uma professora ensinava uma sala de alunos do primeiro grau. Nesta sala havia uns 10 alunos, todos na faixa de oito anos. Um dos seus alunos era um menino chamado Filipe. Filipe tinha síndrome de Down. Apesar de parecer feliz, Filipe mostrava cada vez mais sua sensibilidade. Ele se sentia diferente dos outros alunos. Se vocês conhecem algumas crianças de 8-10 anos vocês devem saber que às vezes elas podem ser um pouco insensíveis. É justamente nesta idade também que a criança está querendo cada vez mais ser aceita pelos seus amigos. Infelizmente, Filipe, apesar dos esforços da professora, não foi aceito pelos outros meninos. Mesmo assim, a professora fez todo possível para que Filipe se sentisse parte da turma. Filipe não escolheu ser diferente. Ele não queria ser diferente dos outros alunos, mas ele era. E todos sentiram isso. Esta professora foi bastante criativa. Um ano, durante a páscoa ela levou para a sua aula dez ovos plásticos vazios. Cada aluno iria receber um ovo. O objetivo era que cada aluno saísse para o jardim e procurasse  um símbolo de vida renovada, de vida nova, um símbolo da Páscoa. Depois, eles iriam misturar todos os ovos e abri-los para ver o que tinha dentro. Todos os alunos saíram correndo para achar algo para colocar dentro do seu ovo. Em pouco tempo, todos voltaram e depositaram seus ovos numa mesa.
  Daí a professora começou a abrir os ovos. Ela abriu um e dentro tinha uma flor. Todas as crianças ficaram admiradas. Ela abriu outro e tinha dentro uma borboleta. As meninas disseram “Ai que lindo! Que bonito!” Os meninos não disseram muita coisa, por que meninos são assim, não é? A professora abriu um terceiro ovo, mas não tinha nada dentro. Imediatamente todos começaram a rir e gritar “Isso não é justo. Que coisa estúpida. Alguém errou!” Foi quando a professora sentiu alguém puxando sua blusa. Ela olhou e viu que Filipe estava ao seu lado. “É meu” disse Filipe. “É meu.” As crianças começaram a rir e dizer “Ah Filipe, você nunca faz nada certo! Você tá sempre por fora!” “Eu fiz certo, eu fiz” disse Filipe. “É o túmulo. O túmulo está vazio!”
  Toda a sala ficou em silencio. Ninguém disse nada. E você pode acreditar ninguém nunca mais disse a Filipe que ele era estúpido ou que fazia sempre as coisas erradas. De repente Filipe foi aceito pela turma. Naquele mesmo ano Filipe faleceu. Sua família sabia por muito tempo que ele não iria viver uma vida longa. Muitas coisas estavam erradas com seu pequeno corpo. No final de Julho, com uma infecção que qualquer um dos seus amigos teria sobrevivido, Filipe faleceu. Seu velório foi realizado na igreja que os pais dele frequentavam. No dia do seu velório, nove crianças de oito anos de idade foram para frente da igreja e colocaram em cima do seu caixão um ovo de plástico - vazio.
   Assim como o menino Filipe, nosso Senhor Jesus Cristo foi visto e tratado por todos que o conheceram como alguém diferente. Ele também não foi compreendido, não foi entendido. Ele foi rejeitado. Foi perseguido. E, sabe quem foi que fez isso com ele?
  Foi a nossa turma.  Fomos nós.  Nós, a quem ele criou. Nós por quem Ele deu a vida. Fomos justamente nós que rejeitamos Jesus. Você pode até dizer que não, pois você ainda não tinha nem nascido. Mas, a verdade é que todos estávamos sendo representado por aqueles que zombaram dele, bateram nele, cuspiram nele, tacaram-lhe pedras, todos nós estávamos ali. (Isaías 53.2,3)
 No entanto, mesmo que Jesus não tivesse sido rejeitado, ele ainda teria que morrer na cruz. Sabe por quê? Porque era a única maneira de perdoar meus pecados, os pecados seus, de seus amigos, de seus pais, dos seus vizinhos, dos seus filhos, em fim, de todos nós. Já pensou como foi difícil para Jesus?
Você já foi para outra cidade onde não conhecia ninguém? Já andou na rua e sentiu as pessoas olhando para você? “Quem é esse estranho?” “O que é que ele está fazendo aqui?” Por quê? Temos medo de pessoas que não conhecemos. Jesus enfrentou tudo isso e muito mais. Por quê? Pelo grande amor dele por nós. (Jo 15.13; Rm 5.8)

Hebreus 2:14-15: Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte.
“O medo da morte” - E, quem não tem medo da morte? Qual é o seu maior medo?
Você tem medo de ficar velho sem aposentadoria? Você tem medo de morrer sozinho em casa? Tem medo de ser abandonado pelo seu melhor amigo (a)? Tem medo de ser abandonado pelo seu cônjuge?
O maior medo que nós temos é da separação, não é?
Ø      Ser abandonado pelos amigos
Ø    Ser abandonado pelos pais
Ø     Ser traído pela pessoa que mais amamos
Ø      Ficar pobre e não ter parentes para nos abrigar
Qual é seu maior medo? Eu creio que para todos nós é o medo da morte.
Aqui, é onde encontramos esperança e consolo. Pois a cruz não foi o fim, o que nos dá certeza da vitória, não é apenas saber que Cristo morreu na cruz para nos salvar. O que nos dá certeza da vitória é saber que a cruz está vazia, pois Jesus Cristo ressuscitou e vivo está. (1 Co 15.20, 55-57). Jesus venceu a morte. E, ele promete ressuscitar todos os que creem nele.
 João 6:37-40:Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
Você já pensou na sua morte? Você tem medo da morte? Uma das razões porque nos dá medo é porque é final. Não tem volta. Não é como quem vai viajar. A morte, você tem certeza, nunca mais vai voltar. A morte é tão final, tão forte.
Quando você pensar no túmulo de Jesus, com toda sua finalidade, com todo seu poder, com toda sua humilhação - lembre-se uma coisa: O túmulo está vazio. E assim como Jesus ressuscitou, ele vai ressuscitar todo aquele que nele crer.
E qual é o poder pelo qual Jesus fará isso? O que é que dá a Jesus a força para vencer a morte? Por que ele faria isso para mim ou para você? Porque ele nos ama.
Coroas sempre foi um sinal de autoridade e realeza. A rainha Elizabete tem uma coroa estimada no valor de $20 milhões. Mas, não valem um tostão em comparação às coroas que Cristo tem para nos dar. Apocalipse 19:12 diz que Jesus tem "muitas coroas (diademas)". Mas, de todas as coroas que Jesus possui, uma é a mais querida de todas. Esta coroa não foi fabricada de ouro nem prata. Ela não é coberta de joias. Esta coroa não foi formada pelas mãos de um mestre artesão. Esta coroa foi formada depressa, pelas mãos rudes de um soldado Romano e colocada na cabeça de Jesus. Não em uma cerimônia de glória e honra. Ela foi colocada em Jesus num ato de humilhação. É uma coroa de espinhos.
O impressionante sobre esta coroa, a coroa que Jesus escolheu para ele, é que, de todas as coroas que ele poderia ter escolhido, esta não lhe pertencia. Esta coroa era sua, era minha. Você merecia usar esta coroa. Você merecia sentir os espinhos, o sangue descendo pelos seus olhos e ouvidos. Você merecia toda a dor.
Mas, a você, e a mim, Jesus oferece a coroa da vida. Ele tomou a nossa coroa e nos oferece até hoje a coroa que era dEle - a coroa da Vida eterna. E tudo por causa do poder do amor dele. O poder que venceu a morte. O poder da ressurreição de Jesus - o amor dele por nós.

Como está a sua vida? Você sente que falta alguma coisa, um vazio que não sabe explicar?
Você quer ter uma nova vida com Cristo e desfrutar do poder de sua ressurreição?
Quer receber a coroa da vida eterna?

Extraído e adaptado

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Caminho Seguro - Exodo 13.17-22

Geralmente quando vamos percorrer caminhos que desconhecemos procuramos consultar um mapa, algo pelo qual possamos visualizar o trajeto a ser percorrido. Com o progresso da tecnologia isso facilitou a vida de muita gente. Quem aqui já não se utilizou do GPS (Sistema de Posicionamento Global) para chegar ao seu destino. Alguns pensam que seu maior benefício está no fato de conduzi-lo por um trajeto mais fácil, quem sabe um atalho. A verdade no entanto, nos mostra que nem sempre um atalho pode ser a melhor opção: obstáculos não previstos podem aparecer no caminho.
Na história do povo de Israel, após séculos de escravidão e um sofrido processo de libertação do Egito, Israel estava finalmente caminhando rumo a terra prometida. Seria esperado que eles fossem pelo caminho mais fácil, seria opção do povo se pudessem ter escolhido. Mas o texto, nos mostra que Deus não escolheu o caminho mais curto, e explica o motivo; "E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte ao Egito." (Ex 13.17)
Deus sabia que se o povo visse a guerra era esperado que quisessem retornar ao Egito. Desta forma,, podemos aprender que, em nossa jornada cristã, nem sempre a escolha do caminho mais curto é o melhor. Deus sabe e conhece as armadilhas que podem nos fazer desistir, querer voltar atrás. Podemos compreender a escolha de Deus para o povo de Israel. Mas, como reagimos quando Deus não nos dirige pelo caminho mais fácil? Como fazer quando achamos que nossa avaliação é a mais acertada, mais prática, mais óbvia, e Deus nos mostra outro caminho? Como não ceder as tentações dos atalhos?
Podemos extrair através da ação de Deus na história do povo de Israel lições para nossa caminhada que irão nos auxiliar na jornada rumo a Terra Prometida:
  • Aprenda a confiar na direção de Deus para sua vida (v. 18): Deus conhece cada detalhe de sua vida e tem preparado o melhor para os que nEle confiam.
"Tu conservarás em paz àquele cuja mente está firme em Ti; porque ele confia em Ti. Confiai no Senhor perpetuamente; porque o Senhor Deus é uma Rocha Eterna." (Isaías 26.3,4)

"Dirige os meus passos nos teus caminhos para que os meus pés não vacilem." (Salmo 17.5)

"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho." (Salmo 119.105)
  •  Deus tem promessas para aqueles que nele confiam e vai cumpri-las (v. 19): aqueles que confiam em Deus desfrutam de benefícios que outros não têm.
 "Mas, como está escrito: "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam." (1 Co 2.9)
  • Quando você aceita a direção de Deus para sua vida, você tem a certeza de sua proteção e provisão. (v.21,22): Deus nunca abandona os eus filhos, mesmo diante de caminhos tortuosos, Ele dá direção e livramento. Ele conhece os perigos do caminho.
Os critérios de avaliação do Senhor não são os nossos - "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." (Isaías 55.8,9) - no entanto, eles são mais seguros e visam o nosso bem. A lição que devemos aprender é que devemos sempre confiar na direção do Senhor, resistir a tentação de pegar os atalhos e agradecer pela sua proteção e provisão. O caminho de Deus é sempre o melhor. A jornada pode até ser mais longa, mas a chegada ao destino é certa.