quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Fidelidade a qualquer preço - Provérbios 1.10



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Umas de nossas maiores lutas na vida cristã é contra o pecado que nos assedia todos os dias para que nos desviemos do caminho de Deus (Gn 4.7). O justo procura desenvolver um caráter que resiste a atração do pecado. Não importa o quão desejável possa ser uma má pessoa ou alguma coisa, ele resiste. Ele manterá seus princípios sejam quais forem. Pecadores não estão satisfeitos em pecar e ir sozinhos para o inferno. Eles querem incluir outros em suas maldades. Trazendo o inocente às suas atividades pecaminosas, suas amizades ajudam a justificar suas mentes maléficas, e o diabo os usa para corromper os santos de Deus (ex: Balaão; 2 Pe 2.15,16). O contexto deste provérbio descreve um grupo de assassinos cruéis atraindo um jovem inocente para a sua gangue. Eles lhe oferecem amizade, união, sucesso e riquezas. O Pregador avisa a seu filho para que fique longe deles, pois eles eram maus e estavam encaminhados à destruição. Pessoas fiéis não concordarão com pecadores seja qual for a razão! Eles estão empenhados naquilo que é certo e a tolice dos tolos os irrita. Eles odeiam os ímpios (Sl 101:3; Sl 139:21-22). Como os pecadores iludem, seduzem, atraem ou fascinam os santos? Há diversas formas e elas nos dão lições maravilhosas para estimular o crescimento em sabedoria, entendimento e discernimento.
·         Em primeiro lugar há a família: ai daqueles que exaltam a família acima da Palavra de Deus, pois eles comprometerão a justiça para salvá-la. Por isso Jesus ensinou os Seus discípulos a odiarem(quem está em primeiro lugar) a família em comparação com Ele (Lc 14:26). Sua doutrina divide famílias para provar o nosso amor por Ele (Mt 10:34-37). Se não somos capazes de abandonar a família por causa de Jesus Cristo e a verdade, nós não somos dignos Dele. O sacerdote Eli escolheu os seus filhos e Deus o destruiu para sempre (ISm 3:13).
·         Em segundo lugar existe o medo do homem: Se nós nos preocuparmos com o que os outros pensam ou fazem, nós prendemos as nossas próprias almas numa armadilha (Pv 29:25). Nós comprometemos a Palavra de Deus apenas para mantê-los felizes. Isto é chamado de pressão dos pares, quando somos forçados a fazer algo que contraria nossos valores apenas para não ficarmos mal com as pessoas ou grupo. Ao invés de ceder porque não dizer, "Não temerei; que me poderá fazer o homem" (Hebreus 13:6)? O apóstolo Pedro, nobre e corajoso em suas intenções, se comprometeu horrivelmente diante de meras empregadas, negando àquele que a poucos minutos estava disposto a entregar a sua própria vida! E Pilatos, avisado pela sua mulher e pessoalmente convencido, não podia soltar Jesus por causa da pressão dos judeus!
·         Em terceiro lugar, existe aí uma associação: Alguns estão tão desesperados pela sociedade, que fazem qualquer coisa para manterem suas posições. Ficar sozinho assusta essas pessoas. Eles precisam de aceitação e de apoio para sobreviver. Alguns cristãos que viviam entre os judeus não confessavam a Jesus por medo de perderem sua posição no quadro de membros na sinagoga (Jo 12:42). Deus condena a associação comprometedora com pecadores (Ef 5.5-12). Deus está buscando por homens que resistirão a uma multidão como fez Josué e Calebe!
·         Em quarto lugar, sucesso insinuado ou oferecido é atraente: Disseram ao jovem que ele poderia encher a sua casa de tesouros se ele se unisse à gangue. Quantos homens sacrificaram suas convicções para progredirem em suas profissões? Veja o caso de Judas que que vendeu seu mestre por 30 moedas de prata, pois esperava ser reconhecido entre os judeus. Geazi: vendeu sua dignidade por um pouco de prata e duas mudas de roupas. Por tão pouco estes perderão suas vidas! As atrações do mundo podem ser reduzidas a três tipos de pecado - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1Jo 2:15-17). Satanás usou estas três formas de atração com Eva e funcionou (Gn 3:6); ele as usou para tentar Jesus, mas Ele resistiu a todos. Você é capaz de identificar estas ofertas feitas por pecadores e detectar suas fraquezas por elas? As igrejas hoje em dia oferecem atrações como aperitivos a crentes carnais e aos não regenerados. Eles se gabam do seu crescimento e dos muitos programas para satisfazerem as concupiscências de todas as idades e sexo. Desenvolvem grandes esforços para atraírem multidões a se juntarem a eles. Não consinta, não ceda, não se deixe enganar! Você precisa estar firmado na rocha que é a Palavra de Deus. Você precisa permanecer firme, independente de quem possa atraí-lo ou do que lhe possa ser oferecido? Você conhece a sua própria alma e as fraquezas que ela possui? Examine-se e remova para longe quaisquer tentações!(Mt 5.29,30; 1Co 9.27) Jesus foi três vezes tentado pelo diabo (Lc 4:1-13). Ele se comprometeu? Sem chance! Qual foi a Sua resposta a cada uma das tentações que lhe foram oferecidas? Está escrito! Sabedoria exige que você ponha fim a relacionamentos desnecessários e/ou tentadores. A convicção de Davi de viver uma vida de justiça incluía se separar de qualquer um dentre os seus conhecidos, mesmo se isso envolvesse membros da sua família. Você está pronto e disposto a se necessário ficar sozinho contra todas as atrações dos maus? Lembre-se, Deus exige exclusividade de nossa adoração, por isso, até onde você está disposto a se sacrificar e a sacrificar o que você mais gosta por amor a Ele? (1Rs 18.21)

Extraído e adaptado:www.LetGodBeTrue.com

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A Suficiência das Escrituras - Hb 4.12



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Como cristão, nós não temos dificuldade em afirmar a suficiência da Bíblia para a salvação. Porém, no que diz respeito às emoções, pensamentos, atitudes e comportamento, existem muitos que negam a suficiência da Palavra. Prova disso é que a literatura de autoajuda é abundantemente consumida, inclusive entre crentes.
Mas, se a Escritura é suficiente para “nos tornar sábios para a salvação em Cristo Jesus” (2Tm 3.15) ela também tem de ser suficiente para tratar das nossas emoções e atitudes.
Muitas teorias e explicações humanas têm tomado cada dia mais espaço dentro da igreja e ganhado o “status” de verdades absolutas. Tem sido ensinado de muitos púlpitos, por exemplo, que a maioria dos problemas dos crentes é causada pela falta de amor-próprio, o que é uma ideia totalmente antibíblica. A Bíblia nunca ensinou que devemos nos amar, mas, sim, que devemos amar o próximo como já nos amamos (Mt 22.39; Ef 5.29).
Mais ainda, problemas como falhas de caráter (mentira, traição, manipulação, desonestidade) têm sido tratados como transtornos psicológicos e o pecado tem sido visto como uma doença. Muitos terapeutas têm tentado ajudar seus pacientes a “viver melhor” ao fazê-los crer que eles não são culpados pelos seus atos, antes, a culpa está na forma como foram criados ou no meio em que vivem. (Transferência de culpa – Gn 3.9-13). Cada vez menos os crentes recorrem às Escrituras a fim de entender seus sentimentos e comportamento, pois, em seu entendimento, a Bíblia é um livro ultrapassado e não tem nada a acrescentar na minha vida.
Um caminho melhor: o que a Bíblia diz. (1Pe 1.3,4)
Em sua carta, o apóstolo Pedro afirma categoricamente que pelo divino poder de Deus “nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude” (2Pe 1.3). Para Pedro, se o homem conhece ao Senhor, ele tem tudo àquilo de que necessita para a vida e piedade (temor a Deus e respeito ao próximo). Nós precisamos urgentemente voltar os olhos para a Palavra de Deus, que é a maneira que temos de guardar puro o nosso caminho (Sl 119.9). Precisamos crer no que está escrito em 2Tm 3.16,17. O texto de Hebreus 4.12 demonstra a eficácia da Palavra de Deus, pois ela nos mostra que a Palavra é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. Ou seja, a Palavra sonda o mais profundo do nosso ser e revela as intenções do fundo de nosso coração. A Bíblia ensina que o coração é o centro de controle do homem. (Pv 4.23). Ela também nos mostra que o nosso coração é enganoso e desesperadamente corrupto e que, somente Deus pode esquadrinhar o nosso coração (Jr 17.9,10); e ele faz isso por meio da Palavra. Sendo o coração o que controla o homem e sabendo que é a Palavra de Deus que penetra o coração, devemos recorrer a ela, encher o coração dela, ser santificados por meio dela (Sl 119.11). Ela é suficiente para nossa vida e santidade.
Usando a Bíblia corretamente: aprendendo a utilizar a ferramenta (Ec 10.10)
A falta de um entendimento correto da Palavra de Deus tem levado muitos a duvidar de que ela é capaz de orientar o homem quanto às suas emoções e comportamento, porém, a Palavra de Deus sempre foi o instrumento que Ele escolheu para criar, convencer, converter e conformar o seu povo. (Mt 22.29) Isso torna indispensável o debruçar-se sobre a Palavra e a busca da iluminação do Espírito a fim de ter um conhecimento correto da Escritura e aplicá-la em todas as áreas da vida. (Sl 1.2) Conscientes de que vivemos numa sociedade que busca explicar o comportamento humano usando princípios antibíblicos, tenhamos, de fato, a Bíblia como nossa regra de fé e prática e que ao invés de recorrer à sabedoria deste mundo, busquemos o conhecimento da Palavra de Deus enchendo o coração dela. Em dias de grandes avanços científicos e inegável rapidez tecnológica, floresce em nosso coração uma profunda insatisfação com o que temos, e vivemos em profunda busca pelo novo, pelo diferente, pelo atual, pelo moderno; tudo acaba sendo muito passageiro, perdendo rapidamente sua eficácia e sentido de ser. (Mt 24.35). Da mesma forma, ainda que não declarem abertamente, muitos cristãos veem a Bíblia como um livro ultrapassado e insuficiente para lidar com as Crises geradas pela pós-modernidade. Eles dizem que só a exposição Bíblica não é suficiente, além da exposição das Boas Novas do Evangelho deve haver alguma coisa a mais para complementar a verdade bíblica. Mas, Jesus nos ensina que todo processo progressivo da santificação cristã esta na Palavra de Deus. (Jo 17.17)
Muitos cristãos têm seguindo a ideia de que os problemas que enfrentamos no dia a dia só poderão ser resolvidos pela sabedoria humana; estes são em suas maiorias utilitaristas, pragmáticos, idolatras de um sistema que os escraviza, eles valorizando mais o conforto físico do que o bem estar espiritual, mais as emoções que lhes são agradáveis, do que ter uma vida santa. (2Tm 4.3,4) Assim como Esaú, muitos estão trocando a Suficiência das Escrituras por um prato raso de lentilhas.
A suficiência da Palavra de Deus para sua vida(Sl 19.7-10):
·         A lei do Senhor é Perfeita e Restaura a Alma: ela nos leva a conhecer o Deus da Graça e a Graça de Deus manifestada na vida de Jesus. Ela nos revela o caráter de Deus e como podemos viver uma vida de santidade diante dEle.
·         O Testemunho do Senhor é Fiel e dá Sabedoria aos Símplices: ela converte o pecador ao caminho da verdade e nos ensina como devemos andar nele.
·         Os Preceitos do Senhor são Retos e Alegram o Coração: à medida que encontramos mandamentos específicos na Escritura e os entendemos, pela fé, nosso coração, é revigorado e experimentamos satisfação em Deus.
·         O Mandamento do Senhor é Puro e Ilumina os Olhos: quando a verdadeira conversão passamos a ter uma nova concepção da realidade do mundo, que antes, estava oculto por uma mente corrompida pelo pecado e por um coração enganoso.
·         O Temor do Senhor é Límpido e Permanece Para Sempre: passamos a viver debaixo do temor do Senhor e dos seus mandamentos e procuramos manter a vida pura e sem mácula. A Palavra de Deus é sempre verdadeira em todas as épocas por isso é digna de confiança.
·         Os Juízos do Senhor são Verdadeiros e Todos Igualmente Justos: A Palavra de Deus é o padrão para o julgamento de cada vida que existiu, existe ou existira. E um dia todos nós iremos prestar contas a Deus.
·         São Mais Desejáveis do que Ouro e mais doce do que o mel: Muitos consideram a Palavra de Deus como um conjunto de regras enfadonhas que lhes roubam o prazer. Mas os Filhos de Deus se deleitam na lei do Senhor, pois eles encontram prazer em obedecer a Deus e a seus mandamentos.
Conclusão
A Palavra de Deus é infinitamente mais preciosa do que qualquer coisa que este mundo possa oferecer, e ela é suficiente para cada necessidade de sua vida. Os conselhos oferecidos pela Palavra de Deus nos protegem da tentação, ajuda-nos a não cair em pecado, nos ajuda nos momentos de aflição, e nos dá sabedoria para conduzirmos a nossa vida. (Js 1.8)

(Extraído e adaptado do Livro: Nosso suficiência em Cristo - John MackArthur Jr.