terça-feira, 6 de dezembro de 2011

É tempo de fazer missões


No começo do seu ministério terreno, o chamado de Jesus àqueles que seriam seus discípulos, foi simples e direto: “Venham e sigam-me”. Depois, durante sua curta jornada aqui na Terra, Ele deixou os discípulos com um mandamento final igualmente simples e direto: “Ide e fazei discípulos”. O texto completo dessa ordem, uma passagem que muitos chamam de “A Grande Comissão”, encontra-se no final do evangelho de Mateus – MT 28.18-20. Com essa ordem, tornava-se cada vez mais claro que aqueles que foram chamados para serem discípulos de Jesus deviam sair para pregar e ensinar a Palavra de Deus. Em várias ocasiões Jesus comissionou seus discípulos para ir e pregar as Boas Novas. Após sua ascensão aos céus Jesus deixou a tarefa para sua igreja e todos aqueles que iriam fazer parte dela.
No livro de Atos começa, afinal, entre as nações a grande e maravilhosa obra de expansão do Reino de Deus. É  aqui que a família de Deus deixa de ser uma questão de interesse nacional e passa a ser de interesse internacional, deixa de ser uma instituição territorial e passa a ser uma instituição mundial.
Uma das coisas mais impressionantes sobre o chamado para fazer discípulos é que não é restrito apenas aos líderes das igrejas, apenas as pessoas que aos nossos olhos estão capacitadas para a obra, apenas para aqueles que sentem o chamado de Deus para fazer missões. O chamado de Jesus é para todos. Ele chamou homens e mulheres para estarem envolvidos na obra constante do ministério.

“E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” Lucas 10:2

O Senhor deseja abrir os nossos olhos para a enormidade da tarefa. Quer que sintamos a mesma compaixão pelos perdidos que fez com que ele chorasse sobre Jerusalém e morresse na cruz. Essa compaixão nos induzirá a oração Àquele que tem o poder para fazer algo a respeito da condição complicada do homem. Essa oração nos levará a ação. Somos as mãos e os pés de Deus. Somos o seu coração. Portanto, a evangelização se torna não uma questão de cada pessoa ser convertida, mas uma questão de cada pessoa estar em um lugar onde possa ver Jesus encarnado na vida das pessoas. A tarefa que recebemos do Senhor é imensa, mas não é impossível. Quando nos comprometemos com Deus e como igreja pregamos a Palavra e ensinamos as doutrinas de Jesus, e consagrarmos nossas vidas no altar do Senhor nos entregando inteiramente nas mãos dEle, o poder do Espírito Santo irá se manifestar, a igreja irá crescer, as oposições serão vencidas e novas conversões irão acontecer.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Segredos para tornar-se ministro

1 Coríntios 12.1-11
Imagine que na figura acima apenas uma pessoa estivesse carregando o tronco de um lado e todas as outras segurando o tronco pelo outro lado. Ás vezes a vida de um pastor ou de um líder se assemelha a de alguém que está carregando o peso sozinho. Todo pastor ou líder sonha em ver sua igreja inteira mobilizada. Provavelmente você já ouviu falar sobre a Lei de Pareto, mais conhecida como a regra dos 80/20. Essa regra diz que 80% do trabalho é realizado por 20% das pessoas, ou seja são poucas as pessoas que realmente estão comprometidas realizando o trabalho de maneira eficaz. Isto me leva a refletir sobre as consequências desta regra na vida da igreja:
  
Para os 20%Para os 80%
CompromissoFalta de compromisso
ResponsabilidadeFalta de motivação
Descobertas dos donsSentimento de inutilidade
Murmuração"Enterrar os dons"
Sobrecarga de trabalhoAcomodação
 
Quanto maior o envolvimento, maior o compromisso. A crueldade é que a maioria das pessoas normalmente não estão mobilizadas nas igrejas. Precisamos perguntar porque? Existem três razões pelas quais as pessoas não são mobilizadas:

1. Muitas pessoas não demonstram ser verdadeiros filhos de Deus, verdadeiros discípulos: definir Jesus como Senhor de sua vida implica em ser discípulo dEle. "Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós sabeis que, quando éreis gentios, vos desviáveis para os ídolos mudos, conforme éreis levados. Portanto vos quero fazer compreender que ninguém, falando pelo Espírito de Deus, diz: Jesus é anátema! e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor! senão pelo Espírito Santo." (1 Coríntios 12.1-3).

Isso tem algumas implicações na sua vida que chamaremos de marcas de um discípulo:
  • O amor: "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13.34,35). Os dons refletem o poder do Espírito Santo, e o amor o caráter de Jesus. Os dois são necessários, mas é o caráter o alicerce do poder. 
  • Obediência: "Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos;" (João 8.31). Um verdadeiro discípulo não exige seus direitos, simplesmente obedece as ordens. "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer." (Lucas 17.10)
  • Muito fruto: "Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos." (João 15.8). Parafraseando Tiago: a fé sem obras é morta, e a fé dos discípulos está gravada em seus próprios atos e pensamentos. O mundo conhecerá o cristianismo, não pelas definições que damos, mas pelo que vê na vida dos discípulos de Jesus.
  • Renúncia: "Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo.[...] Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo." (Lucas 14.26,33). Precisamos negar a nós mesmo e lutar contra o nosso próprio egoísmo.

2. A igreja deve encorajar e estimular uma diversidade de ministérios: "Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos." (1 Coríntios 12.4-6). A unidade é o contexto que permite a diversidade; o corpo é um só, mas possui muitos membros. A igreja precisa ter muitas equipes de ministérios diferentes, pois ministramos em três áreas na vida das pessoas(veja 1Tessalonicenses 5.23):
  • Física (corpo): ação social;
  • Emocional (alma): aconselhamento;
  • Espiritual (espírito): estudo da Palavra.
3. A terceira razão pela qual as pessoas não se mobilizam é a falta de motivação: "A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; a outro a operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos; a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer." (1 Coríntios 12.7-11). Cada membro do corpo de Cristo deve descobrir seus dons e ser afirmado no uso deles. De que forma podem fazer isso:
  • Envolvendo-se em um ministério ou até mesmo criando um;
  • Desenvolvendo relacionamentos comprometidos e pessoais; buscar envolver-se com outras pessoas de maneira sacrificial;
  • Compartilhando seus sonhos e dons;
  • Descobrindo seus dons motivacionais e usá-los.
Deus colocou em cada um de nós necessidades, desejos, sonhos, dons e chamados. Eles são o combustível da motivação interior que deve nos levar a glorificar e exaltar a Deus com a nossa vida.

"E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor." (Efésios 4.11-16)