quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Com Cristo na Escola da Oração - Lucas 11.1



Certa vez, enquanto Jesus orava em um determinado lugar, os discípulos, vendo o empenho e o fervor com que orava, sentiram necessidade de pedir: "Senhor, ensina-nos a orar". Os discípulos haviam estado com Cristo e viram-no orar. Haviam aprendido a perceber uma ligação íntima entre sua extraordinária vida pública e sua vida secreta de oração. Haviam aprendido a crer n'Ele como o Mestre na arte da oração, pois ninguém podia orar como Ele. Tudo isso justifica o pedido: "Senhor, ensina-nos a orar".
À medida que crescemos na vida cristã, o pensamento e a fé na incessante e infalível intercessão do Amado Mestre tornam a oração algo ainda mais precioso, e a esperança de interceder como Cristo ganha um atrativo totalmente novo para nós. E conforme O vemos orar, e reconhecemos que ninguém pode orar nem ensinar como Ele, sentimos a mesma necessidade que os discípulos sentiram de pedir:
·         "Senhor, ensina-nos a orar". E enquanto pensamos em tudo que Ele é e tem, em quanto necessitamos d'Ele e em como Ele mesmo é nossa vida, sentimos segurança de que basta pedir e Ele terá imenso prazer em nos levar a uma comunhão mais íntima com Ele e nos ensinará a orar como Ele ora.
·         "Senhor, ensina-nos a orar." Embora, a princípio, oração pareça ser algo tão simples que até a mais débil criança pode fazer, também é, ao mesmo tempo, o trabalho mais sublime e santo que o homem pode realizar. Ela é comunhão com o Deus Invisível e Santíssimo. É pela oração que as promessas esperam por seu cumprimento, o reino por sua vinda e a glória de Deus por sua plena revelação. E como temos sido indolentes e inadequados para realizar esse abençoado trabalho! Somente o Espírito de Deus pode nos capacitar a fazer isso de forma correta.
·         "Senhor, ensina-nos a orar." Sim, a nós, Senhor. Temos lido em Tua Palavra as orações poderosas que Teus servos do passado fizeram e as grandes maravilhas que Tu operaste em resposta às suas petições. E se isso ocorreu na Antiga Aliança, no tempo de preparação, quanto mais agora, nos dias de cumprimento, Tu não darás a Teu povo a segurança plena de Tua presença em nosso meio.
·         "Senhor, ensina-nos a orar." Nada parece, no início, tão simples e depois tão difícil, a ponto de sermos coagidos a confessar: não sabemos orar como convém. É verdade que temos a Palavra de Deus, com suas firmes e claras promessas; mas o pecado tem obscurecido tanto nossa mente que raramente sabemos como aplicar a Palavra. A oração deve ser para a glória de Deus, em total rendição à Sua vontade, em plena certeza de fé, no nome de Jesus. Só se aprende a divina arte da oração eficaz em meio à dolorosa consciência de nossa ignorância e falta de merecimento e em meio ao conflito entre crer ou duvidar.
·         "Senhor, ensina-nos a orar." Ninguém pode superar Jesus na arte de ensinar; por isso roguemos a Ele. Ele sabe ensinar! Seja pela urgência da necessidade, seja pela confiança jubilosa. Seja pelo ensino da Palavra, ou pelo testemunho de outro crente que sabe o que é ter orações respondidas. Por meio do Espírito Santo Ele penetra nosso coração e nos ensina a orar revelando-nos o pecado que impede nossa oração, ou nos dá a garantia de que nossa oração foi aceita por Deus.
Meu amado irmão (ã), reflita! Separe tempo não apenas para meditar, mas para orar e permanecer diante do trono, para ser treinado no trabalho de intercessão. Estejamos certos de que em meio a nossos tropeços e temores Ele realizará Sua obra em nós de forma esplêndida. Ele soprará Sua própria vida, que é toda oração, dentro de nós. À medida que nos tornarmos participantes de Sua justiça e de Sua vida, Ele também intercederá por meio de nós. Como membros de Seu corpo e como sacerdócio santo, faremos parte da obra sacerdotal de rogar e prevalecer com Deus em favor dos homens. Sim, por mais ignorantes e débeis que sejamos, vamos pedir com muito gozo: "Senhor, ensina-nos a orar".

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Um dia de cada vez (Mateus 6.34).



Um ano novo pode começar muito antes de seu primeiro dia, com as expectativas, os sonhos e os planos que se faz bem antes da “virada”. O controle sobre o nosso futuro, porém, é uma ilusão. Por isso Jesus, o Autor do dia a dia, ensina que é necessário cuidado para que a preocupação com o amanhã não ofusque o tesouro que é viver o dia de hoje. Muitos gastam grande parte do seu tempo: olhando para o futuro buscando antecipá-lo e se preparando para ele.  Antecipar o que pode acontecer em um futuro próximo pode nos preparar e equipar para reagir de modo apropriado. Entretanto, boa parte de nosso cotidiano é gasto com o inesperado. Ao acordar não podemos ter certeza do que o dia vai nos trazer. Podemos nos deparar com as situações mais imprevistas e isto gera preocupação e ansiedade. No entanto, Jesus nos ensina como devemos viver a nossa vida de maneira que possamos descansar em Deus.

1.       “Carpe Diem”: é uma expressão em latim que significa "aproveite o dia". Com frequência cravamos os olhos ansiosamente no futuro com nossas esperanças e sonhos e deixamos de valorizar o presente. Viveremos o hoje somente uma vez. Se passar, jamais recuperaremos as oportunidades que ele nos apresentou.

Este dia foi especialmente preparado pelo Senhor; vamos nos alegrar, vamos festejar por causa dele. ” (Sl 118.24)

2.       Não se aflija com o algo que ainda não chegou: Desperdiçamos muita energia nos preocupando e afligindo com o que pode acontecer nos dias por vir. Embora ignorar o futuro seja tolice, só podemos influenciar diretamente no hoje. Se nos esforçarmos para resolver os problemas de hoje, as questões de amanhã poderão ser menos graves do que tínhamos imaginado.

“Portanto não fiquem preocupados com o dia de amanhã. Deus cuidará do dia de amanhã para vocês também. Já é suficiente a preocupação de cada dia”. (Mt 6.34)

3.    Valorize o tempo que Deus lhe dá: O tempo passa muito veloz, fato que se torna mais evidente à medida que envelhecemos. Se encararmos cada dia como presente único e especial, compreenderemos a importância de tentar extrair dele o máximo que pudermos.

“O limite de nossa vida é setenta anos e só alguns, mais fortes, conseguem chegar a oitenta. Os melhores anos da vida são vazios e sofridos. Eles passam depressa, e nós desaparecemos [...]. Ensina-nos a contar os nossos dias e usar nosso pouco tempo para conseguir­mos a tua sabedoria. ” (Sl 90.10,12)

4.       Reveja suas prioridades: “Amanhã acharei tempo para resolver isto. ” Você já disse isto? Geralmente quando o amanhã chega, preocupações mais prementes nos afastam do que adiamos. Procrastinação (adiamento, demora) é doença que mata o tempo e destrói oportunidades.

“Não sejam insensatos; sejam sábios: aproveitem ao máximo cada oportunidade que tiverem de fazer o bem. Portanto, sejam cuidadosos no seu modo de proceder; os dias atuais são difíceis. ” (Ef 5.15-16)

Um novo ano começa cheio de expectativas, sonhos e planos. Mas, conforme o tempo vai passando e imprevistos vão acontecendo, as expectativas mudam, os sonhos são deixados de lado e os planos precisam ser refeitos. Viver um dia de cada vez e confiar que Deus está no controle é o segredo para viver em paz. Faça planos, tenha expectativas, sonhe, mas nunca se esqueça de entregar a Deus e confiar que Ele tem o melhor para você. Não deixe que suas resoluções de ano novo se tornem motivos de preocupação e ansiedade.

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. ” (Salmo 37.5)

Pr. Fernando Maciel (extraído e adaptado)