terça-feira, 24 de março de 2020

Salmo 1 - A diferença entre o justo e o ímpio

A Palavra de Deus é o único e verdadeiro alimento capaz de preencher nossas almas e nos guiar por todas as tormentas e tempestades que afligem nossa vida, pois o Senhor é nosso verdadeiro refúgio e segurança. Escolha prostrar-se no altar de Deus e humilhar-se na Presença do Altíssimo, pois Ele lhe dará forças para suportar os momentos difíceis que tem pelo caminho. Mas, para isso é necessário fortalecer a sua relação com Ele, exercitar a sua fé e santificar o seu ser. Tire tempo para meditar na Palavra de Deus, procure sempre obedecer os seus mandamentos. Nestes dias de isolamento escolha edificar sua casa compartilhando momentos com a Palavra de Deus. Neste sentido, o salmo 1 nos trás algumas aplicações para nossa vida:

  • A bem-aventurança do justo é fruto de seu relacionamento com Deus. Ele é dirigido pela Palavra e conduzido pela verdade;
  • O caminho do ímpio é ilusório, apesar da sua aparente riqueza e força, sua vida é frágil, pois não tem fundamentos eternos;
  • O justo é sempre amparado pelo Senhor. Ainda que tenha de enfrentar dificuldades e aflições, sua vida está nas mãos do Senhor que conhece o seu caminho e não permite que ele termine em ruína e desespero.
Como vemos há uma grande diferença entre o justo e o ímpio e isto pode ser notado na consequências da vida de cada um. É preciso examinar o coração e ver em qual caminho estamos andando.


sexta-feira, 13 de março de 2020

Uma Palavra sobre a dependência química


Quem é dependente de drogas não se torna um escravo pela droga química em si, mas por causa das experiências vividas com o uso da substância. Com o passar do tempo, o problema não é mais a substância química, mas os efeitos que a mesma causa na mente do usuário, fazendo com que seu organismo procure saciar o desejo pelo consumo diante de situações que lhe causam dor, sofrimento, tensão, raiva entre outros sentimentos. Sua mente cria um arquivo na memória que o faz lembrar-se da sensação de alívio que a droga produz (mesmo que seja temporário), sem ligar muito para as consequências após o uso.
Pessoas dependentes têm recaídas frequentes porque, ainda que tenham tido sucesso num tratamento, na realidade apenas mudaram o conceito do que a droga significa, mas os problemas emocionais e psicológicos ainda continuam, na sua mente ele apenas deu um novo significado para o uso da substância.  Na sua memória ainda existem as lembranças dos problemas com os quais ele precisa aprender a lidar, e que durante um novo foco de tensão irá levá-lo a uma nova compulsão.
Existe um conceito falso de que um dependente de drogas ou álcool será dependente a vida toda – essa é, inclusive, uma das proposições dos Alcoólicos Anônimos (AA) e de muitos psiquiatras. Em tese, é possível, sim, deixar de ser dependente. Para isso, é preciso uma transformação da mente para que a pessoa crie novos conceitos, que virão a se refletir no seu comportamento, o que é uma tarefa difícil, pois elas não aparecem durante o tratamento.
Embora o conceito seja falso (de que o dependente será sempre dependente), ele é útil para ele fique sempre em estado de alerta, pois numa crise, perda ou frustração, poderá se encontrar o gatilho da memória que o leva a compulsão e que precisa ser trabalhado. E, assim, levar o dependente a se proteger emocionalmente e aprender a administrar seus pensamentos para que não venha a ter uma nova recaída. Se ele não for conscientizado sobre as armadilhas da mente e equipado para adquirir o domínio próprio, poderá, em vez de ter uma vida transformada, usar a recaída como desculpa para o seu fracasso e não como um aprendizado de que precisa lidar com suas dificuldades adquirindo assim, maturidade.

Textos para reflexão: Mt 22.37-40; Jo 8.31-36; Rm 12.1,2; 1Co 6.12,19-20;10.13,23 Ef 4.17-32; Tg 1.2-4

Extraído e adaptado