sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aprendendo a viver em comunidade - 1 Coríntios 13.1-8

Das muitas figuras utilizadas para descrever a igreja na Bíblia a que mais se destaca é a figura do corpo. Em 1 Coríntios 12 o apóstolo Paulo faz uma descrição sobre os dons espirituais e como o Espírito Santo os distribui de maneira que o corpo possa funcionar corretamente. Na teoria parece fácil, mas a prática é bem diferente, o ideal apresentado na Bíblia nem sempre reflete a realidade que vivemos em nosso dia a dia como igreja de Cristo.
É triste perceber como muitos crentes ao invés de obedecer ao mandamento de Jesus, amai-vos uns aos outros, mais parecem obedecer ao mandamento de armai-vos uns aos outros. "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros." (Gálatas 5.14,15). Para que o corpo funcione corretamente é necessário que todos os órgãos estejam em harmonia, caso contrário logo iremos começar a sentir as consequências da desordem por alguma coisa que não está cumprindo com seu papel.
A igreja é formada de pessoas com suas particularidades e também com suas diferenças. Precisamos aprender que somente em Cristo é que iremos viver em harmonia uns com os outros. É preciso aprender que somente através do amor de Deus é que iremos aprender a amar uns aos outros.

Como podemos aprender a nos relacionar como igreja de Cristo?

                    1. Mantenha uma comunicação aberta e sincera: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine." (v.1) - a maior parte dos problemas nas relações é resultado de falhas na comunicação.
"Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros." (Efésios 4.25)

                    2. Mantenha uma espiritualidade autêntica: "E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria." (v.2) - a minha relação com o próximo deve refletir o meu relacionamento com Deus.
"Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão." (1João 4.20,21)

                    3. Aprenda a exercer o serviço ao próximo com amor e dedicação: "E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria." (v.3) - na igreja se Deus é meu Senhor, eu sou teu servo, portanto o que tenho não é apenas uma função (não sou empregado de Deus), mas sim um ministério. Somo chamados para manter a unidade no corpo de Cristo através do exercício da mutualidade.
"Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." (1Pedro 4.10)

4. Exerça o verdadeiro amor cristão: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha..." (v. 4-8ª) - a comunhão não é superficial. Ela é genuína de coração para coração. Ela ocorre quando as pessoas são verdadeiras sobre seus sentimentos.
"No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor." (1João 4.18)

Viver em comunidade exige que cada um de nós saiba respeitar aqueles que estão a nossa volta. É aprender a compartilhar as dificuldades, dividir o jugo. Todos nós seremos mais fortes se caminharmos juntos encorajando-nos uns aos outros. "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10.25) Viver em comunhão exige compromisso, em primeiro lugar com Deus e Jesus o cabeça do Corpo, em segundo lugar com a igreja como parte do corpo, e por último com você mesmo e a busca pela maturidade espiritual diante de Deus.

"Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor." (Efésios 4.13-16)


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vida de Seminarista

A vida de um seminarista não é fácil. Há muitas lutas a serem superadas durante o percurso de quatro anos de seminário que se seguem. As responsabilidades a serem assumidas parecem, às vezes, grandes demais para que possamos suportar. O cuidado para com a família, o trabalho, amigos é dividido agora com as preocupações do ministério (para aqueles que já o exercem), as provas, os trabalhos, resenhas, resumos, leituras, monografias que precisamos fazer para cumprir com as responsabilidades acadêmicas. Ufa! É tanta coisa que muitos acabam por desistir.
Durante os quatro anos de seminário passamos por algumas fases e desafios que precisam ser superados. Vejamos algumas delas:
  • 1º ano: é o ano da euforia, da busca por atender a um chamado do Senhor. E como resultado você “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2Tm 2.15).
  • 2º ano: passa-se toda aquela euforia e adaptação a vida de seminarista que você assumiu e então descobre que “Não fostes vós que me escolheste, mas fui eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto. E o vosso fruto permaneça...” (Jo 15.16).
  • 3º ano: você já está quase na reta final, muitos desistiram pelo caminho. Contudo, os que permaneceram podem dizer como o apóstolo Paulo: “Irmãos, não julgo que o haja alcançado. Mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Fl 3.13.14).
  • 4º ano: Poxa! Finalmente você chegou até aqui. Parece que o tempo passou tão rápido. Falta pouco, mais alguns meses e você estará se formando. Quando finalmente foi o dia de pegar o “canudo” você poderá dizer: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” (2Tm 4.7)
Como se pode ver a vida de um seminarista é cheia de lutas e desafios. Alguns chegam ao final exausto, mas felizes. Felizes por completarem a obra e prosseguir rumo à maturidade e ao ministério. Quanto aqueles que não conseguiram, talvez possam dizer: “Ainda não é chegada a minha hora.” No entanto, quero incentivá-los a não desistir, a ir em busca de seu sonho, do seu chamado, do seu ministério.
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o nosso trabalho não é vão.” (1 Co 15.58)