quinta-feira, 5 de julho de 2018

O crescimento espiritual do salvo em Cristo Jesus - Rm 5.1-5


O alvo da nossa caminhada cristã é que nosso caráter seja semelhante ao de Jesus, isto é, adquirir maturidade suficiente para viver uma vida que agrade a Deus. Mas, para que isso aconteça é imprescindível que você cresça espiritualmente, desenvolva habilidades para lidar com as situações da vida de forma bíblica (Hb 5.13-14).  A prática da palavra de Deus é fundamental para que você adquira essas habilidades em lidar com as provações e tentações na sua vida, de forma que o nome de Deus seja glorificado. Ser maduro é ser responsável, ou seja, ter a capacidade de responder com habilidade as situações que terá de lidar na vida. Biblicamente, ser responsável é a capacidade de responder como Deus manda que o homem responda a cada situação da vida, independente das dificuldades. É a habilidade dada por Deus de responder a qualquer situação da vida de acordo com os mandamentos de sua Palavra.  É a capacidade de suportar a fraqueza dos fracos, de buscar a edificação do próximo, de aceitarmo-nos uns aos outros com as qualidades e também com os defeitos. E isso só é possível quando se nasce de novo pela ação do Espírito que ilumina nossa mente para compreendermos a Palavra e aceitar pela fé a nova vida em Cristo. Então, somos regenerados pelo Espírito e recebemos a condição para mudar nossos pensamentos, palavras e ações à medida que se vai mortificando o velho homem e recebemos de Deus o amor para adorá-lo e servir ao próximo. Este processo de mudança operado pelo Espírito Santo é o que a Bíblia denomina de santificação progressiva. A mudança no caráter do salvo é um processo contínuo, em que o mesmo vai abandonando os hábitos de uma natureza caída por causa do pecado e se revestindo por meio da renovação do entendimento das qualidades do caráter de Cristo (Ef 4.20-24). A meta da santificação é restaurar em nós a perfeita imagem de Deus, isto significa ter o caráter semelhante ao de Cristo, que é a perfeita imagem de Deus (Rm 8.28-29). A santificação é mais do que aprender o que a Bíblia ensina, é transformar-se de tal maneira que as pessoas ficaram surpresas com a mudança na sua vida (At 9.20-22). Deus mudou um Jacó (enganador) em Israel (Príncipe de Deus), um Simão (inconstante) em Pedro (a rocha), um Saulo (perseguidor da igreja) em Paulo (missionário apaixonado pelo Evangelho). A Palavra de Deus muda as pessoas no seu modo de pensar, de falar e agir. Onde quer que haja a manifestação do Espírito Santo, as pessoas são transformadas. A nova vida é manifestada em um coração desejoso de fazer a vontade de Deus. Abandonar as velhas atitudes de rebelião contra Deus e adotar novas práticas vêm como resultado de uma vida de obediência a Palavra de Deus. A vida de santidade depende de uma atitude de confiança na presença e no poder do Espírito que habita em nós (Gl 5.25). Este é o princípio que deve ser praticado na vida do salvo, é quando ele realmente crê e observa a Palavra de Deus para tornar-se consciente das suas próprias limitações e, quando ele considera seriamente a revelação do que a Palavra diz a seu respeito, sobre o que ele, por si mesmo, pode ou não fazer, e o que o Espírito, que nele habita, veio realizar. A Palavra afirma, claramente, que o salvo vive segundo o princípio da fé, quando entende o plano que Deus traçou para a sua vida e submete-se a Ele, sabendo que em toda e qualquer circunstância Deus nunca o abandonará (Rm 8.31-39). O salvo, fica com a responsabilidade de se empenhar em permanecer numa atitude de confiança no Espírito. Este deve ser o objetivo constante de sua atenção, está é sua tarefa e o seu lugar nos importantes desígnios de Deus, buscar a santificação. A vida cristã é vivida pela fé, pela confiança em Deus e na sua Palavra. Este é um dos elementos mais importantes da providência divina que caracteriza a graça de Deus em nossa vida (2Pe 1.3,4). A verdadeira mudança só acontece quando você passa do conhecimento para a ação, baseada nas promessas e nos recursos que Deus providenciou. Mudar é um exercício muito desafiador, pois a mudança exige abandonar a zona de conforto. A mudança exige o desenvolvimento de novas habilidades, a busca pelo caminho de Deus, a superação dos limites estabelecidos pela nossa falta de fé, a crença no impossível de Deus e a coragem para não retroceder. Para viver o ideal de Deus você precisa morrer para si mesmo e passar a viver para Deus.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Família resistindo em tempos de crise (Josué 24)


Imagem relacionada
Vivemos numa época de transtorno e mudanças. As tradições familiares estão perdendo seu valor. Os conceitos tradicionais provindo de raízes judaico-cristãs sobre a família estão sendo rejeitadas. O aumento da imoralidade, das ideologias humanas e o crescente número de divórcio tem mostrado que a instituição familiar está deixando de existir. A influência de uma cultura em que seus valores são contrários a Palavra de Deus tem mudado a concepção de família que as pessoas costumavam ter. O que estamos vendo hoje é a dissolução da família. E, infelizmente, na igreja existem sinais alarmantes de que a pressão pela qual a sociedade está passando tem afetado também a família cristã. Precisamos reafirmar os princípios bíblicos que devem governar o lar da família cristã. Um dos pressupostos cristãos é que foi Deus que instituiu a família (Gn 2.18-25 em especial o verso 24). A família como Deus a criou é uma representação do relacionamento de unidade e harmonia que existe na Tri-Unidade de Deus. A família fala ao mundo a respeito da natureza de Deus e seus planos para a humanidade. Á medida que a família falha em espelhar o modelo original de relacionamento com Deus, comprometem-se todos os relacionamentos que o indivíduo desenvolverá na sociedade.
Diante disso a pergunta que se faz é como a família poderá resistir às crises de uma sociedade corrompida e indiferente para com Deus?
·         A família cristã é uma representação do Reino de Deus e por meio dela o mundo é abençoado (Js 24.3-4 – compare com Gn 12.1-3): o que Deus pode fazer pelo homem é testemunhado na família que invoca a Deus como Senhor. Na condição de célula que faz parte de uma sociedade (um conjunto de células que formam um corpo), a família guarda em si a natureza e o propósito da convivência entre as pessoas. É nela que se reproduzem de forma simplificada os padrões de relacionamento, de perdão, de sucesso, de autoridade, de submissão, de liderança que caracteriza o sistema maior chamado Reino de Deus – a igreja é a família de Deus, portanto a família é o conjunto de famílias reunidas debaixo de um mesmo propósito. Ao falhar em reproduzir essa dimensão maior, o mundo fica sem um modelo, um referencial, uma amostra do que seja o ideal pretendido por Deus para todas as pessoas. Não há ideologias que possa superar a família estabelecida por Deus onde o amor de Deus se torne visível e concreto. Enquanto houver o referencial do Reino de Deus no mundo, haverá o juízo de Deus sobre a humanidade, porque todos deverão seguir o modelo que por Deus foi estabelecido. Enquanto houver amostra do amor de Deus nas famílias, haverá esperança e acima de tudo a afirmação de que o Senhor reina.
·         Na família cristã vivencia-se a redenção e o Senhorio de Deus (Js 24.14-15): Deus escolheu uma família para dela fazer uma nação, Ele escolheu uma família para por meio dela trazer a salvação. Dentro da estrutura da família cristã são mantidas e reproduzidas as condições a que Deus nos relevou na pessoa de Jesus: dignidade, igualdade e unidade (Ef 2.11-22). Todas as vezes que surgem na família estruturas de relacionamentos que dão abrigo a opressão, a violência, a falta de amor, o desprezo gerando assim, o desânimo, o ódio e a amargura, isto revela a ineficiência da sabedoria humana em buscar a redenção dos erros cometidos pelos que fazem parte dela. Existe um padrão de relacionamento proposto para nós que emana da própria personalidade de Deus; um relacionamento que se apoia e se sustenta em bases consideradas frágeis pela sociedade moderna: o amor e a capacidade de doar-se aos outros, tendo em vistas o aprimoramento de nossas fraquezas. Enquanto a força subjuga, o amor conquista. A busca pelo poder é egocêntrica, o amor é altruísta. A força destrói, o amor constrói. O orgulho condena, o amor perdoa e busca a restauração do outro. O amor resgata o verdadeiro valor das pessoas criando relacionamentos saudáveis, em que há crescimento e edificação da família.
·         Na família cristã vivencia-se o padrão de submissão e autoridade (Js 24.19-25): conhecendo e entendendo, mesmo que de maneira superficial o ambiente em que se insere e se desenvolve a família, talvez seja possível pensar na questão da submissão e autoridade. Como vimos, a família está inserida dentro de um contexto em que ela representa algo maior (Reino de Deus). Ela é parte de uma razão que ultrapassa a sua razão de existir, uma célula que faz parte de um corpo que foi resgatada com um propósito: glorificar a Deus. A autoridade reconhecida de Deus na família dá a ela o papel de buscar desenvolver entre os seus integrantes a busca pela maturidade, o que implica plenitude e realização enquanto ser humano, tendo como padrão o próprio Jesus. Maturidade, aqui, significa colocar-se, com tal inteireza e capacidade do lado de Deus, excluindo, assim, toda e qualquer expressão humana do que se acredita ser família. A autoridade da família está em submeter-se as diretrizes estabelecidas por Deus na sua Palavra ajustando sua conduta as normas por ela determinadas (2Tm 3.16-17). A relação de submissão da família e na família é aquela que foi dada por Deus (1Co 11.3; Ef 5.22-33).
a.    A submissão na família se dá num ambiente de amor: o princípio que rege as relações do homem com Deus, é o mesmo que rege a relação que deve haver entre os familiares: amor, voluntário, verdadeiro e espontâneo.  
b.    A submissão na família se dá num ambiente de lealdade: lealdade está intimamente ligada a fidelidade. Quando não existe o compromisso de uns para com os outros, o clima que se cria é de desconfiança e traição. O verdadeiro amor cria vínculos de exclusividade no relacionamento entre os familiares.
c.    A submissão na família se dá num ambiente de serviço e renúncia: se você não está disposto a investir no relacionamento entre seus familiares; se você não se dá ao trabalho de investir na sua família, então, ela logo será destruída pelas influências de uma sociedade corrompida, pelas adversidades de um mundo caído.
A regra do amor bíblico é Deus acima de tudo e a busca do crescimento do próximo acima de si mesmo (Mt 22.37-40). Um amor inteligente e maduro que assume o compromisso de cuidar, edificar e servir. A família é a base da sociedade, ela foi criada por Deus para representar a missão do Reino: resgatar e restaurar vidas perdidas, mediante a aplicação da redenção em Cristo Jesus. Uma família que começa estabelecendo o compromisso de servir a Deus e abandonar as influências de uma sociedade e suas ideologias humanas. Que tem a Palavra de Deus como seu guia para lhe dar as diretrizes necessárias do que fazer ou não fazer diante das crises que irão surgir. Que entende que não importa o que aconteça “o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, o amor nunca falha..”